sábado, 8 de novembro de 2014

Andando por aí...

Imagem retirada da internet

Nada na vida é fácil, isso é fato!

Nos últimos anos então, tenho vivido um dia após o outro em verdadeira batalha diária.
Quem me conhece de perto ou mesmo de longe, mas que acompanha, sabe que não tem sido fácil.

Juvio, por exemplo, nesses dois últimos anos tem estado ao meu lado e vivenciado tudo isso comigo. Não é fácil para ele também, mas a determinação de seguirmos adiante tem ajudado muito.

Desde que meus pais se foram, eu costumo dizer que foi o começo do fim. Digo o começo do fim, pois eu nunca imaginei certas coisas que hoje acontecem neste mundo, e fiquei abismada muitas vezes.

Mas como sempre me lembro das palavras da minha mãe, "Deus é contigo!", então sigo adiante.

Ontem mesmo falava isso com Juvio, de como tenho que pular pedras, contornar caminhos obscuros, e correr, correr, e nunca cair. Posso tropeçar mil vezes, mas não cairei jamais, pois Deus é comigo.

Olho para trás e ainda vejo o sorriso da minha mãe nas minhas conquistas acadêmicas, já o meu pai não pode ver o meu início de pesquisadora, se foi dois antes do início da minha caminhada na UFMG.

Hoje, quando consigo alcançar algum objetivo ou mesmo quando não consigo, é Juvio com quem me encontro primeiro, e ele repete por vezes, algo que meu pai falava: "Não fez mais do que sua obrigação." Mas é o jeito de me incentivar e dizer: "Siga em frente, você está no caminho certo."

Então, é hora de seguir em frente, e nunca desanimar, por mais difícil e doloroso que seja.

Por Letícia Alves


domingo, 10 de agosto de 2014

Freud, me segura nessa! Laura Conrado

Imagem da internet


Meu exemplar autografado
E a sequência de Freud, me tira dessa!, novamente Cat (apelido íntimo da Catarina), traz novas aventuras dessa menina/mulher muito divertida e que se mete em confusão a todo momento. Mas ao mesmo tempo, generosa, amiga e companheira.


Novamente, Laura com uma escrita, leve, direta, simples, cativa o leitor, e o envolve no mundo de Cat, nas suas confusões, mas em seus acertos também. É um livro, leve, divertido e descompromissado, excelente leitura de distração.


Nesse novo episódio da vida de Catarina, depois de se apaixonar pelo analista, viver aventuras com o Fernando, o seu famoso Pirilampo, eis, que a turminha chega à Nova York, e vive novas aventuras, que por sinal, continuam divertidas, mas ao mesmo tempo, mostra o amadurecimento deles.

Você com certeza vai se identificar em algum momento, com as atitudes de Cat, desde entrar em um salão que não conhece e tentar mudar o visual, como chamar no seu consciente, outra mulher de VACA, essas partes então são divertidas.

Bem, recomendo a leitura e Laura, esperamos Freud, me mantenha nessa!


Boa leitura a todos!




Por Letícia Alves

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Suicidas - Raphael Montes


Imagem da internet

Meu exemplar autografado!

Comecei a ler o livro e confesso que me lembrou muito o estilo do Rubem Fonseca no livro Agosto. A leitura foi fluindo de uma forma que eu pensei que lá pela metade do livro eu saberia, ou pelo menos teria pistas do desfecho. Mas ledo engano, a leitura em forma de quebra-cabeças, quebrou foi a minha, e eu tive que me contentar em chegar ao fim do livro para então descobrir o que de fato acontecia.

E então, você acaba entrando na trama, onde há "um porão, nove jovens e uma Magnum 608. O que poderia ter levado universitários da elite carioca – e aparentemente sem problemas – a participarem de uma roleta-russa?
Um ano depois do trágico evento, que terminou de forma violenta e bizarramente misteriosa, uma nova pista, até então mantida em segredo pela polícia, ilumina o nebuloso caso. Sob o comando da delegada Diana Guimarães, as mães desses jovens são reunidas para tentar entender o que realmente aconteceu, e os motivos que levaram seus filhos a cometerem suicídio.
Por meio da leitura das anotações feitas por um dos suicidas durante o fatídico episódio, as mães são submersas no turbilhão de momentos que culminaram na morte dos seus filhos. A reunião se dá em clima de tensão absoluta, verdades são ditas sem a falsa piedade das máscaras sociais e, sorrateiramente, algo muito maior começa a se revelar.
Narrado em formato de quebra-cabeça, Suicidas apresenta um suspense dramático arrebatador, com personagens dúbios e tramas que se entrelaçam até a solução surpreendente – que só se mostra nas últimas palavras."

Para quem gosta do estilo policial e quer conferir a escrita de Raphael Montes e prestigiar a literatura nacional, o momento é esse.

Quem quiser saber mais do autor e sua obra, é só visitar o site: http://www.raphaelmontes.com.br/


Por Letícia Alves 


segunda-feira, 30 de junho de 2014

Novidades da Samanta Holtz - Nova edição de "O Pássaro"

Bem, gente!

Hoje vou contar uma novidade para vocês, o livro "O Pássaro " da escritora Samanta Holtz está em sua segunda edição.

Vejam que capa linda!



Imagem de divulgação




E para quem não conhece ainda esse belo texto, tem resenha aqui.

Curtam a página do livro no Facebook, e para saber mais do trabalho da Samanta, vejam no site dela, o endereço é: http://www.samantaholtz.com 

Vocês irão gostar, tenho certeza.

Alguns eventos já confirmados, vocês podem acessar nesse link: http://www.samantaholtz.com/p/eventos.html

Divirtam-se e apaixonem por essa bela história e por essa escritora sensível.

Boa leitura a todos!


Por Letícia Alves 





terça-feira, 17 de junho de 2014

Renovação...



Foto retirada da Internet


"Mas os que esperam no Senhor renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão."

Isaías 40:31

terça-feira, 10 de junho de 2014

Empréstimo...








"Se o "nosso" corpo nos é emprestado para essa existência terrena, quiçá outras coisas." ‪#‎pensamento‬


Letícia Alves

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Das dores do corpo e da alma...

Imagem da internet

Eu acredito que todo ser humano em algum momento da sua existência terrena, já parou, sentou e se perguntou até quando sentiria dores, seja as do corpo ou da alma.

Mas imediatamente, não importando qual religião ou mesmo se não há espiritualidade em jogo, a resposta que nos damos é que tudo cessa com a morte.

Só que enquanto esse destino derradeiro chega, é inevitável meu caro, sentir dores sejam quais forem.

Algumas são brandas e passageiras, outras insistem em permanecer como se tivesse alojado ali de mala e cuia, e falasse, daqui eu não vou sair.

Outras dores aparecem assim despretensiosamente, de um jeito que você não percebe e se instala, são profundas, deixam cicatrizes, e muitas vezes podem não fechar.

Na complexidade da dor, nos resta, viver um dia de cada vez, tentando amenizar um pouco de cada dor que surge ou daquela antiga que ainda não foi curada.

Que as dores seja do corpo ou da alma, um dia se acabem, e assim, então, eu, você, sentaremos e não perguntaremos até quando sentiremos dores.


Por Letícia Alves 

domingo, 27 de abril de 2014

Noé...

Imagem da internet

Desde que vi o trailler do filme Noé, me interessei em ver a história. 

Sempre sabendo que não seria mais um dos filmes bíblicos, como os que já conhecemos, Os Dez Mandamentos é um dos exemplos.

A mensagem que o diretor quis passar, fez muito sentido, ao menos para mim. Nossa relação com o sagrado, a nossa espiritualidade, a fé, e tudo que nos cerca, mas que não visualizamos nesse mundo material, foi posto em reflexão.

É preciso, parar um pouco, respirar, desacelerar, e pensar sobre a vida com os humanos e a nossa vida com o espiritual.

Particularmente, eu gostei da leitura que foi feita dessa história milenar, e contrariamente àqueles que tem criticado a visão do autor, eu penso sempre a mesma relação que há entre os filmes e a literatura, seja Star Wars, Guerra dos Tronos, Olga e tantas outras adaptações que já houve, e outras que virão. Duas linguagens diferentes, o cinema e a literatura e, ambas nos trazem reflexão, entretenimento e conhecimento.

Eu recomendo o filme para aqueles que queiram visualizar outras possibilidades de interpretação dessa famosa história.





Por Letícia Alves



sábado, 15 de março de 2014

Divagações...

Foto: Internet
Eu não tenho sido um bom ser humano,
Sinto que tenho falhado nas mínimas coisas, detalhes da vida.
Detalhes por vezes cruciais.

Ser aquela criança introvertida, quieta, silenciosa, praticamente invisível, não me ajudou.

A vida foi passando e os anos me endureceram, criando ao meu redor um escudo quase intransponível.
Algo que fugiu ao meu controle, deixando marcas e muitas feridas.
Essas últimas inomináveis e até incontáveis.

Se o tempo cura, eu não sei, elas ainda doem.
Uns dias mais, outros dias menos.

Culpas, tristezas, dores sem fim que me levam à beira do precipício. Quase à porta da insanidade.

Não sei quais serão os próximos passos, mas vivo à beira da loucura...


Por Letícia Alves

sexta-feira, 14 de março de 2014

14 de Março - Dia Nacional da poesia

E para comemorar o dia da poesia, deixo uma da Florbela Espanca, que eu gosto muito.



Foto: Juvio ER Oliveira


Amar!

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente 
Amar! Amar! E não amar ninguém! 

Recordar? Esquecer? Indiferente!... 
Prender ou desprender? É mal? É bem? 
Quem disser que se pode amar alguém 
Durante a vida inteira é porque mente! 
Há uma Primavera em cada vida: 
É preciso cantá-la assim florida, 
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar! 

E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada 
Que seja a minha noite uma alvorada, 
Que me saiba perder... pra me encontrar...

Florbela Espanca





sábado, 15 de fevereiro de 2014

Sonhos... Recomeços...

Mãe,

Essa noite sonhei com você.
Fato comum que é muito mais frequente, depois que você se foi.
Sonhava contigo também, quando estava aqui do meu lado, mas os sonhos de agora são tão diferentes, por que sei que ao acordar, você não estará pela casa, ou como sempre, sentada em sua cadeira de balanço vendo algo na tv.

Sonhei um sonho longo, que durou uma noite. Não sei quantas horas, só sei que ao fechar os olhos e pegar no sono, ele me tomou sem pedir licença, invadiu minha mente e só me largou ao despertar da manhã.

Não lembro de detalhes, mas lembro do cenário e de você.
Era uma casa, de tamanho médio, havia muitas portas, todas entreabertas, e a principal aberta. Todas de aspecto envelhecido, janelas abertas e um chão cheio de buracos. E por detrás de uma das portas, tinha uma pessoa à espreita, me vigiando.

Você não me disse nada, apenas um gesto, apontou a porta que dava para a rua, e acenou para que eu fosse embora.
Compreendi que você mais uma vez estava cuidando de mim, me amparando, e me livrando do mal.

Sim, você é meu anjo eterno!

E depois desse sonho percebo e vejo que está na hora de recomeçar.







E que as portas novas e coloridas, que o chão plano e as janelas abertas com raios de sol a invadir minha casa e minha vida, sejam as constantes que você e papai sempre desejaram pra mim.


Foto: Juvio ER Oliveira



Amo você viu, Mãe!


Por Letícia Alves

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Uma oração...


Todos os dias, essa tem sido a minha oração!



Foto: Juvio ER Oliveira



NÃO te indignes por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos que praticam a iniqüidade.

Porque cedo serão ceifados como a erva, e murcharão como a verdura.
Confia no Senhor e faze o bem; habitarás na terra, e verdadeiramente serás alimentado.
Deleita-te também no Senhor, e te concederá os desejos do teu coração.
Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele o fará.
E ele fará sobressair a tua justiça como a luz, e o teu juízo como o meio-dia.
Descansa no Senhor, e espera nele; não te indignes por causa daquele que prospera em seu caminho, por causa do homem que executa astutos intentos.
Deixa a ira, e abandona o furor; não te indignes de forma alguma para fazer o mal.
Porque os malfeitores serão desarraigados; mas aqueles que esperam no Senhor herdarão a terra.

Pois ainda um pouco, e o ímpio não existirá; olharás para o seu lugar, e não aparecerá.
Mas os mansos herdarão a terra, e se deleitarão na abundância de paz.
O ímpio maquina contra o justo, e contra ele range os dentes.
O Senhor se rirá dele, pois vê que vem chegando o seu dia.
Os ímpios puxaram da espada e armaram o arco, para derrubarem o pobre e necessitado, e para matarem os de reta conduta.

Porém a sua espada lhes entrará no coração, e os seus arcos se quebrarão.
Vale mais o pouco que tem o justo, do que as riquezas de muitos ímpios.
Pois os braços dos ímpios se quebrarão, mas o Senhor sustém os justos.
O Senhor conhece os dias dos retos, e a sua herança permanecerá para sempre.
Não serão envergonhados nos dias maus, e nos dias de fome se fartarão.
Mas os ímpios perecerão, e os inimigos do Senhor serão como a gordura dos cordeiros; desaparecerão, e em fumaça se desfarão.

O ímpio toma emprestado, e não paga; mas o justo se compadece e dá.
Porque aqueles que ele abençoa herdarão a terra, e aqueles que forem por ele amaldiçoados serão desarraigados.

Os passos de um homem bom são confirmados pelo Senhor, e deleita-se no seu caminho.
Ainda que caia, não ficará prostrado, pois o Senhor o sustém com a sua mão.
Fui moço, e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua semente a mendigar o pão.

Compadece-se sempre, e empresta, e a sua semente é abençoada.
Aparta-te do mal e faze o bem; e terás morada para sempre.
Porque o Senhor ama o juízo e não desampara os seus santos; eles são preservados para sempre; mas a semente dos ímpios será desarraigada.

Os justos herdarão a terra e habitarão nela para sempre.
A boca do justo fala a sabedoria; a sua língua fala do juízo.
A lei do seu Deus está em seu coração; os seus passos não resvalarão.
O ímpio espreita ao justo, e procura matá-lo.

O Senhor não o deixará em suas mãos, nem o condenará quando for julgado.
Espera no Senhor, e guarda o seu caminho, e te exaltará para herdares a terra; tu o verás quando os ímpios forem desarraigados.

Vi o ímpio com grande poder espalhar-se como a árvore verde na terra natal.
Mas passou e já não aparece; procurei-o, mas não se pôde encontrar.
Nota o homem sincero, e considera o reto, porque o fim desse homem é a paz.
Quanto aos transgressores, serão à uma destruídos, e as relíquias dos ímpios serão destruídas.

Mas a salvação dos justos vem do Senhor; ele é a sua fortaleza no tempo da angústia.
E o Senhor os ajudará e os livrará; ele os livrará dos ímpios e os salvará, porquanto confiam nele


Salmos 37:1-40

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

O menino e o mundo - filme


Sofrendo com a falta do pai, um menino deixa sua aldeia e descobre um mundo fantástico dominado por máquinas-bichos e estranhos seres. Uma inusitada animação, realizada com diversas técnicas artísticas, que retrata as questões do mundo moderno através do olhar de uma criança.





Um filme que a primeira vista seria uma animação infantil, mas que por detrás das cores do giz de cera, da trilha sonora, nos traz uma mensagem para refletir e mudar comportamentos.


Fiquei encantada com o desenho, as formas e as cores. Em 2D e realizado por um brasileiro, que está ganhando o mundo.


Para saber mais do filme, vá até a fan page no Facebook.





Por Letícia Alves

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Fé...

Foto da internet
Como diz a Bíblia, "Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem." Hebreus 11:1

Não venho aqui discutir religião, ensinamentos e nem a crença de ninguém, apenas venho refletir sobre a fé, pois independente de religião e outras coisas, o ser humano tem fé.

Fé na vida,
Fé no amor,
Fé em um dia melhor, 
Fé em muita coisa.

O que me chama a atenção em um mundo de intolerância, violência, é pessoas afirmando que outro não tem fé, que o outro não vai ser salva, que o outro está no caminho errado. Eu prefiro respeitar as decisões de cada pessoa, e assim, posso seguir minha vida em paz, tanto com a minha consciência, como com o mundo no qual eu vivo.

Apontar as falhas do outro, julgá-lo sem ao menos conhecer a sua história, sua vida, é muito fácil. Pois eu parto da seguinte ideia: mesmo que eu conheça a história do outro, não vou julgá-lo, eu tenho que respeitá-lo, pois só assim posso exigir que me respeitem. Podemos errar e consertar o erro, através de arrependimento. 

Mas ainda existirão pessoas que apontaram seus dedos em sua direção, dizendo que você está errada, precisa mudar, senão virá o arrependimento tardio, e então será um desastre a sua vida.

Não! muito obrigada!

Eu prefiro continuar com a minha fé no Deus que eu acredito, e que eu não imponho a ninguém. E guardar os ensinamentos dos meus pais, pois acredito que foi o melhor para mim, e que se hoje sou um ser humano que respeita e não julga, foi devido à eles.

Siga o seu coração, siga a sua fé! Seja feliz, mesmo com suas lutas, pois eu tenho fé, também, que um dia elas cessarão.



Por Letícia Alves

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Alma cansada....

Fotografia: Juvio ER Oliveira

E ao andar por aí, contemplava os céus, a vegetação pelo caminho, pedrinhas eram chutadas, assim com displicência.

A vida não tinha tantas emoções, tudo estava cinza, cansativo, sem perspectivas para um futuro. Mas qual futuro?

Se o próprio futuro é incerto, que dirá, o dela. Não tinha cores vivas o presente, e então não vislumbrava outras partes da aquarela da vida.

O mundo continuava a girar. Pessoas com seus passos apressados, buzinas de automóveis, chaminés de indústrias continuavam a poluir o ar, os rios continuando seu curso, crianças correndo, sinal de trânsito piscando.

Mas para ela, era outro mundo, outra dimensão. Ela se sentia assim há bastante tempo, mas nos últimos dias tem se aflorado com mais intensidade, esse cansaço. Um cansaço de alma.

E assim segue, ao olhar para o céu e ver as nuvens e as estrelas, faz uma prece a Deus para que tudo se amenize, e esse cansaço, e essa dor diminuam ou desapareçam.


Por Letícia Alves

domingo, 19 de janeiro de 2014

A morte...



E a morte essa desconhecida, chegou espreitando em um dia claro, ensolarado, desses de verão.

Nem havia sombra dela. Mas quem diz que ela avisa?

Se bem que se formos pensar, ela dá indícios, pistas, uns poucos avisos, que para os desatentos sempre passará desapercebidos.

A morte é a única certeza que nós seres humanos temos nessa caminhada terrena, é algo que nos acompanha desde o primeiro indício de fomos gerados no útero materno.

Na verdade, não fazemos aniversários, não somamos dias à nossa existência, mas sim estamos em contagem regressiva, e subtraindo dias de nossa vida.

Assim, a cada dia, que sento ali, naquela escada, e contemplo os céus, sei que em algum lugar ou melhor, para algum lugar, nossa alma cansada de todas as mazelas terrenas vai descansar.


Ah, a morte, é algum que dá medo, mas também é fascinante.


Por Letícia Alves


sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Cartas para um pai - Janaína Rico


Cartas para um pai é um livro pequeno, 206 páginas, mas uma história envolvente, que te pega e quando você assusta já leu. 

É a história de Juliana, que depois de suas férias em João Pessoa, pensou que iria voltar pra casa, terminar a faculdade, mudar de emprego, ter muitas fotos e ótimas lembranças dos 30 dias na praia.

Mas não é bem o que acontece, Juliana volta grávida, e na mala, muitas dúvidas, angústias e toda a sorte de pensamentos que assolam a mente de uma mulher grávida. Agravando que Juliana é mãe solteira e a distância do papai do bebê a faz manter correspondência com ele através de cartas, mesmo em plena era tecnológica.

Cartas para um pai traz momentos divertidos, sérios, sem perder o foco em um assunto comum no mundo de hoje, a gravidez independente.

Você vai rir muito de Juliana e ao mesmo tempo sentir a angústia dele, pois uma gravidez é uma transformação não só do corpo da mulher, mas da vida toda, profissional, pessoal e familiar.


Meu exemplar autografado ;)

Uma boa leitura para distrair e também para pensar um pouco.

Para adquirir em formato e-book, clique aqui.

Para conhecer mais o trabalho de Janaína Rico, clique aqui.

Boa leitura!

Por Letícia Alves

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Reflexo...



Geralmente quando estamos diante do espelho vemos o nosso reflexo. Em um primeiro momento é ali, o seu rosto, as suas expressões, o seu olhar. Mas analisando mais profundamente, o espelho também pode refletir seu interior, a sua alma, digamos assim.

Mas e quando você se olha no espelho e não se reconhece?

Não digo a aparência física, mas sim o seu interior.

Parece que você está perdido dentro de si, e reflete isso no espelho.

Há uma vontade, um desejo de se reconhecer, de se ver como sempre foi.

E quando isso não acontece?

Há tristeza, pensamentos de como voltar a se ver...

E assim, continua-se perdido dentro de si e do espelho.


Por Letícia Alves 

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Conversas que tive comigo - Nelson Mandela



Eu comecei a ler esse livro em Julho de 2013. 

Sempre fui uma leitora que devora textos e que aprende com eles.
Mas confesso que os últimos anos da minha vida não tem sido fáceis; e mesmo com tanta coisa para administrar, tanto na vida pessoal quanto na vida profissional, e desde Maio de 2013, na vida acadêmica (eu ingressei no Doutorado, e então nos próximos anos, me desdobrarei entre artigos, aulas, palestras, reuniões de orientação, aulas, congressos e claro, o trabalho, pois vou continuar trabalhando e estudando), eu me recuso a não ler algum livro literário. 

É preciso desanuviar as ideias, e sei disso muito bem, pois quando eu estava no Mestrado, muitos links e ideias surgiram em meus momentos de ócio ou mesmo quando eu estava longe dos textos científicos. E foi assim que me debrucei na história de Nelson Mandela, contada por documentos, cartas, e através da sua narrativa.

Quando foi em Agosto de 2013, paralisei a leitura, e pensei em abandonar, não por não gostar da narrativa ou por não querer saber o que se passava, era mesmo aquele momento entre o leitor e o livro, em que é preciso ser honesto consigo mesmo e perceber se é hora de parar ou continuar.

E eu parei!

Nesses meses em que paralisei a leitura (no total de praticamente 4 meses, eu li outras histórias). E foi somente agora em Janeiro de 2014 que decidi retomar a leitura. E por incrível que possa parecer em 3 dias finalizei o livro (claro que estar em mês de férias de aulas e trabalho me ajudou).

Ao fim da leitura pude perceber que eu estava certa desde o início, que eu ia gostar da história, me encantar com a escrita e também me entristecer com cada passo narrado por Mandela e pelos colaboradores que organizaram os documentos e tudo o que está no livro.

Sem conhecer profundamente a vida de Mandela, posso dizer que o livro o trouxe para mais perto de mim, de forma que fosse uma pessoa bem conhecida, como um colega de trabalho ou aquele conhecido que pego o mesmo ônibus que você todos os dias e no mesmo horário.

Foi uma experiência agradável essa leitura e saí desse livro mais pensativa sobre tudo e todos!

Recomendo a leitura!

Por Letícia Alves

domingo, 12 de janeiro de 2014

Cabra Cega - Sheila Ribeiro Mendonça

Uma noite de insônia pode ser a perdição de muita gente, principalmente para aqueles que a tem todos os dias. O que não é o meu caso! Mas nessa madrugada especialmente, a dona insônia veio me fazer companhia, juntamente com um calor daqueles (o nosso querido Janeiro). Foi então que pensei: rolar pela cama, olhar para o teto, ver o visor do celular passando os minutos, e inclusive as horas em uma velocidade que faria inveja ao The Flash. Pois bem, tratei de ter uma noite de insônia produtiva, peguei o celular e fui ler Cabra Cega. 

Eu tenho a versão impressa, autografada pela autora,e que já vai chegar repaginado em breve, em uma nova edição, a simpática Sheila (nem a conheço ainda pessoalmente, apesar de ter ficado bem próxima à ela, lá em 2011, quando passei férias no Rio de Janeiro). Porém, no quarto e em plena insônia, lancei mão da modernidade, e fui ler a versão em e-book que você pode adquirir na Amazon.

Meu livro :)



Olha a dedicatória e o autógrafo ;)

Sinopse:

Clara e Gustavo se conhecem em um clube de Curitiba quando ela estava pensando em viajar, antes de começar a faculdade, e então se apaixonam e casam. Assim, a vida de Clara muda rapidamente. A mudança é radical, pois Gustavo se revela um homem agressivo, ciumento, possessivo, violento, ardiloso e perspicaz, com isso transformando a vida dela numa constante surpresa e esconde-esconde. Não somente de comportamentos, como também de cidades. Com o intuito de não criar laços com ninguém e, principalmente, de não deixar que a família de Clara saiba onde ela está, você vai acompanhar Cabra Cega sem ter a certeza de até quando aquela cidade fará parte dos planos de Gustavo. Em Cabra Cega acompanhamos os escondidos.


A história é sobre Clara e Gustavo, um casal que se conhece em um clube e desse encontro surge um romance, até aí tudo bem, isso acontece todos os dias nos quatro cantos do mundo. Assim como também o que a protagonista sofre: a violência doméstica.

Para mim, foi uma grata surpresa, o texto de Sheila, de forma clara e bem estruturado, o texto nos leva a cada linha, a querer saber mais e mais do desenrolar dos fatos, e claro, na torcida por Clara.

Algo que acontece diariamente e que nos serve de alerta para que não vem a acontecer conosco ou com nossos entes queridos. É preciso dizer NÃO e seguir em frente.

Foi uma noite de insônia bem produtivo, li o texto em duas horas, e recomendo para homens, mulheres, a fim de provocar novas reflexões em um tema tão sério e recorrente em todos os noticiários.

Parabéns, Sheila, pelo texto! 

Por Letícia Alves



quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Amores Complicados - Lilian Reis


Amores Complicados é a continuação do livro Eu, meu pai e meus outros amores da Lilian Reis, cuja resenha você pode ler aqui.

Como disse na resenha do primeiro livro, eu terminei a leitura ansiosa para saber da continuação da história de Jade e de seus tantos amores. E no texto de sequência, Lilian nos faz recordar um pouco da história e de onde havíamos parado. Isso foi um ponto positivo para as pessoas que já tinham lido o livro há mais tempo, no meu caso, não foi preciso, pois eu já tinha terminado a primeira parte bem perto do lançamento de Amores Complicados na Amazon.

Mas vamos lá!

A sinopse do livro é a seguinte: 


E, se você se visse cercado de interrogações sobre “Essa coisa de amor”?
Um dia Jade desejou ardentemente um amor que a consumisse. E, após tantos eventos trágicos, seu desejo se realizou, e, ela, finalmente, se rendeu à paixão e viveu dias inesquecíveis, junto de seus amores. Entretanto, logo nos primeiros dias do ano novo, sentada à varanda com seu diário na mão – entediada -, pensa em sua vida... Em como tudo mudou em tão pouco tempo... Já não tem mais, tanta alegria dentro de si, porque Duke, o motivo de suas risadas, fora para o Rio de Janeiro, em busca de seu “possível amor que viria de longe”, embora nutrisse um amor desenfreado - platônico por ela... E, para piorar, Fred, começa a pisar na bola. Jade sente que seu relacionamento está vulnerável por “N” motivos e conclui que sua vida não é aquele “mar de rosas” que idealizou. Por fim, teme que ela e Fred não se entendam... No Rio, Melissa não se importa com Duke e o despreza, apesar de estar apaixonada por ele. Enquanto Duke tenta se adaptar, ELA – irresponsável -, é incapaz de aceitar a vida como ela é e assumir seus erros, por isso, mete os pés pelas mãos e se vê em encrencas - muitas encrencas...
Nessa sequência eletrizante e hilária, de “Eu, meu pai e meus outros amores”, nossos personagens descobrem que a vida pode ser difícil. Que o amor é complicado, mas não dá para fugir dele..
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Minhas impressões

A vida dá voltas como dizem o ditado popular, e com Jade e todos seus amores não foi diferente. Através de reviravoltas, tristezas, alegrias, escolhas, a vida vai nos ensinando um passo de cada vez o nosso caminho. Mas o que mais me chamou a atenção nos textos da Lilian foi a capacidade de contar uma história que pode acontecer com qualquer um de nós, e que o fio condutor das ações dos personagens é a fé.

Não uma fé em homens ou ídolos, mas a fé que transcende ao entendimento, á uma força maior que nós seres humanos e que nos leva a persistir no que acreditamos.

Com pitadas de humor, linguagem próxima de jovens e adultos, o texto ao mesmo tempo que é leve, nos faz refletir mais uma vez sobre nossa caminhada terrena, nossa fé, nossos amores, nossas amizades, a nossa vida. 

Dessa forma, sem ser piegas ou de forma fanática, a fé é presente nos textos da Lilian de forma a nos levar sempre a refletir sobre nosso comportamento e o que queremos para cada um de nós e também para aqueles que amamos.

Recomendo a leitura!

Para conhecer o trabalho da Lilian, acessem o site: http://www.lilianreis.com.br/ 

A autora é bem próxima de nós os leitores e responde com carinho todas as críticas, sugestões e elogios.

Vamos valorizar os nossos novos escritores!


Por Letícia Alves

(In)segurança...



Tudo que é desconhecido causa medo, desconforto e insegurança.

O bebê quando nasce chora, pois sai de um ambiente e uma realidade conhecida para uma nova; onde tudo é novo, desconhecido, portanto, inseguro.
Mas seguro pelas mãos dos médicos e depois junto ao coração da mãe, o bebê pára de chorar e se sente acalentado. Dessa forma, está protegido, seguro, o novo ambiente já começa a lhe parecer familiar, instaura-se um sentimento de confiança e segurança antes aquelas pessoas que ali estão.

Assim como o nascimento, a morte é algo desconhecido, e portanto, gera medo, desconforto e insegurança. Mas a partir do momento em que nos despimos de toda a expectativa que cerca o desconhecido, tudo se dissipa e vivemos a cada dia melhor.

Mas diante de duas situações que a cada uma a seu modo nos remete a questão da (in)segurança, o que pensar?

E ela pensava que estava perdida em um deserto sem fim, e que a cada dia, o oásis parecia distante, distante...



Por Letícia Alves