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Mostrando postagens de Março, 2011

Nua..

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Estendida sobre a cama, Nua, De bruços, Ali, Entregue, Indefesa e ao mesmo tempo protegida, Foi a musa, A pintura de um quadro.....

Por Letícia Alves

Viver...

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Viver é perder cascas continuamente!

Recordações...

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Aqueles olhos me encantaram,
O sorriso era inconfundível,
As mãos e o toque fizeram
Meu corpo tremer.

A respiração,
O suor,
A temperatura,
Entralaçamento natural.

Confidências,
Persistências,
Acordos...

E entre quatro paredes apenas nós dois... 

Por Letícia Alves

Oração & Amizade...

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Quando você passa por alguma dor, seja por qual motivo for, sempre terá um amigo ou alguém próximo que te consolorá e que dirá que entende o que está passando. Mentira! Podemos até consolar, mas dizer que entendemos ou que sentimos a mesma dor que a pessoa, não é verdade. Isso acontece apenas se você já passou por essa dor. Posso afirmar com todas as letras que se uma pessoa chegar até mim e dizer que a dor que sente é imensa por que perdeu o pai ou a mãe, ou ainda ambos, sim, eu sei dimensionar a dor e dependendo posso senti-la sim. Isso aconteceu ontem quando a caminho do trabalho recebi um telefonema me avisando que a mãe do meu afilhado faleceu. Na hora eu senti a dor que ele está sentindo e sei dimensionar sim. A dor da perda dele pode até ser maior do que a minha, pois ele é apenas uma criança de 10 anos, e que tinha na mãe o seu único referencial, visto que o pai os abandonou, a ele e a seus irmãos. Quanto à família eu não sei o que será daqui pra frente, mas sei que no Projeto do qu…

Ritmo...

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A vida vai seguindo seu ritmo, ora lento, ora rápido. Desafio constante para alguém sem direção. Mentira! se acha que está tudo bem, pois é sempre possível melhorar. Mas o fato é: como melhorar? A insatisfação é grande e nos faz perder o foco. E onde está esse foco, se você anda perdido dentro de si? Por isso é difícil seguir adiante, e meus pés teimam em permanecer estáticos, apenas batendo no chão um ritmo melancólico. A direção não está muito clara e os meus olhos marejados não me deixam enxergar....


Spin Doctors - Have your ever seen the rain

Apenas mais uma de amor...

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Depois de uma semana atípica, curta, andei pensando. Não, não fui à um retiro espiritual, mas afastar-se das atividades rotineiras nos dá a possibilidade de respirar outros ares e pensar. E depois de ler algumas postagens em blogs pessoais sobre várias questões relacionadas, digamos, a deixar pra lá depois de certas tentativas, sejam na área pessoal ou profissional. Geralmente, mais ligada à relacionamentos, me peguei pensando que em determinados momentos é preciso "deixar pra lá mesmo".


E acabo concordando com alguns versos do Lulu Santos, bem como a música toda:
"Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer"











12 de Março - Dia do Bibliotecário

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Recebi hoje por e-mail essa homenagem e estendo a todos os meus colegas bibliotecários e bibliotecárias.

Baú...

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De vez em quando a gente revira o baú da memória e ao lembrar da adolescência tão ingênua se comparada aos tempos de hoje, bate uma saudade. Mas nada do saudosismo negativo, apenas um sentimento bom de lembrar que ligávamos nas rádios locais e tocava-se músicas românticas, hoje chamadas bregas. Ah, mas se ser feliz é ser brega, então vamos ser bregas, oras... Sou do tempo do Air Supply, Rick Astley e de outras bandas que se um menino mostrasse a música no radinho à pilha ou no walkman na hora do intervalo da escola era sinônimo de um beijo roubado na próxima festa da escola. Década de 90 e olha que nem tanto tempo faz assim (tá bom, já entreguei minha idade), mas isso não importa, se faz muito tempo ou não, mas que as músicas, os locutores e aquela época eram profundas e alegres e também amorosas, isso ninguém pode negar.

Ctrl + O

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É possível (des)gostar? Lá ao longe, tudo se foi.
A linha fina no horizonte mostrou que tudo se esvaeceu. O coração ainda bate, mas não mesmo ritmo. E no play não toca aquela música.
No interior algo não resolvido, apenas esquecido,ou deveras adormecido.
Confusões à parte,a vida segue em parte...
Em breve a espero inteira,e nunca de forma sorrateira, mas intensa, verdadeira.
E que o coração não se engane ao ouvir aquele ritmo ou ler aquelas palavras.
Delete, esqueça, dê um enter em outras palavras, em outros parágrafos.
E que não volte a ser um Ctrl+C/Ctrl+V, mas uma nova página, um Ctrl + O...
Afinal, meu coração não cibernético te espera.

Por Letícia Alves


Voltei...

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(Brasília - 06/03/11)
Tinha ido ali....
Mas estou de volta!

Vou ali....

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Vou ali e volto já! Até mais!

Vintage?

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Será que só eu me sinto fora da época? Eu sempre acho que nasci na época errada.... Vintage?





Aquarela...

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E um bom tempo se passou desde a última vez que cá estive. Novidades?!? Talvez sim, talvez não. Há dias cruéis, há dias bondosos. Há um suspiro a cada momento e há lágrimas a todo instante. O mundo tem outras cores, não são as mesmas da minha aquarela. Tons e matizes se misturam ao preto e branco que sempre aparece. É preciso mudar os pincéis, buscar uma nova paleta. O tempo não espera, hoje está verde, amanhã é vermelho. No universo de sete cores compõe-se um mundo multicolorido. E ao mesmo tempo todas juntas formam uma só. Bem assim como o ser humano. Multifacetado e que junto torna-se um.
Ambiguidades, dualidades, a unicidade é complexa. E no mundo que se apresenta cinza - é a fusão - de todos os mundos.
E eu me pergunto! - Onde está minha aquarela?
Por Letícia Alves

Março....

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O MÊS de março volta com sua luz escondida
e deslizam peixes imensos pelo céu,
vago vapor terrestre progride sigiloso,
uma por uma caem ao silêncio as coisas.




Por sorte nesta crise de atmosfera errante
reuniste as vidas do mar como as do fogo,
o movimento cinza da nave de inverno,
a forma que o amor imprimiu à guitarra.




Oh amor, rosa molhada por sereias e espumas,
fogo que dança e sobe a invisível escada
e desperta no túnel da insônia ao sangue.




para que se consumam as ondas no céu,
esqueça o mar seus bens e leões
e caia o mundo dentro das redes escuras.


Pablo Neruda In.: Cem sonetos de amor