domingo, 13 de novembro de 2016

A Costureira de Khair Khana - Gayle Tzemach Lemmon



Imagem retirada da internet

Comecei a ler o livro e o escolhi mesmo pela capa e considerando a breve sinopse. Estou atualmente lendo mais e-books pela falta de espaço e pela praticidade. Tenho mantido ou adquiro somente livros com capas bonitas, capa dura, e também aqueles em que tenho autógrafos.

Não conheço a autora, mas em uma breve pesquisa pela internet, é uma jornalista, escritora e pesquisadora e tem escrito sobre a condição das mulheres em áreas de guerra, como Afeganistão (onde se passa esse livro), com foco nas questões humanitárias, principalmente, em relação a condição das mulheres nesses países. É membro sênior do Conselho de Relações Exteriores nos EUA, e também já participou do TEDxWomen em 2011, data do lançamento d'A Costureira de Khair Khana.

É um livro curto, tem 213 páginas e já começa com a ida da repórter para Cabul, e sempre com a ajuda de contatos locais como já vemos nos noticiários, em relatos de correspondentes de guerra.

A história de Kamila Sidiqi e sua família é o retrato fiel do que temos acompanhado pela televisão e atualmente em tempo real pela internet. Cidades tomadas, sem luz, água, hospitais, e a vida normal. Mortes e prisões e sempre a tentativa de mudar a realidade e ser livre novamente, como no relato dessa família de Khair Khana e Cabul. 

Os detalhes das refeições na casa de Kamila, o medo, a tensão no ar são tão nítidas que nos transportam para o local dos fatos. A ansiedade por mudanças e a cada sobressalto da família nos fazem também nos sobressaltar a cada página que vamos mudando.

É uma história de resistência, colaboração e amizade! Tudo para enfrentar o regime do Talibã. Nos faz pensar sobre a guerra, os medos, e as incertezas do futuro.

Ah, pesquisando, encontrei uma foto da Kamila, vejam abaixo. 


imagem retirada da internet
  
Recomendo a leitura! Com certeza já tem vários livros sobre a temática, mas gostei bastante desse!


Por Letícia Alves   

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Quando o amor bater à sua porta - Samanta Holtz

Imagem retirada da internet

Dessa vez não tem foto do meu exemplar autografado, pois pela primeira vez li um livro da Samanta Holtz no Kindle, mas essa capa linda aí de cima é da versão impressa.

Na verdade eu não chego a escrever resenhas, dessas elaborados, e com os trechos de livros, mas sim os meus sentimentos em relação à leitura.

Venho falar hoje do livro "Quando o amor bater à sua porta" de Samanta Holtz, esse é o seu quarto livro. Os outros livros são: O pássaro, Quero ser Beth Levitt, Renascer de um Outono. Apesar de ter todos os livros, esse é o segundo que leio, o primeiro que li foi O pássaro - a resenha dele, você pode ver aqui.

Voltemos ao livro da vez. A narrativa conta a história de Malu Rocha, uma jovem escritora, bem sucedida e que se vê diante de uma situação no mínimo estranha e ao mesmo tempo desafiadora, a presença de um estranho em sua porta e sem memória. É aí que começa a nossa aventura romântica com Malu e esse doce estranho. 

Para quem não acredita no amor, apenas naqueles de livro, a chegada de Luiz Otávio parece mudar tudo, mas Malu é reticente, afinal é um desmemoriado que está ali na sua frente, e entra na sua vida de forma incomum.

A história vai se desenrolando diante dos nossos olhos com a velocidade de um filme, e a leitura flui tão livremente, que você não quer parar de ler para saber o que acontece com Malu, Luiz Otávio e tantos outros caminhos que vão se entrelaçando pelas linhas percorridas.

Prestem atenção na bússola....

Para quem gostar de ler com música, o livro tem uma playlist disponível no Youtube e no Spotify, eu recomendo!

Eu não vou falar muito do livro não, mas só tenho a dizer que é uma daquelas histórias que nos tira desse mundo tão louco e nos mostra a leveza da vida e nos deixa mais esperançosos. Pois lemos livros para sairmos desse mundo tão conturbado. E é uma história digna de virar um filme.


Por Letícia Alves 

sábado, 10 de setembro de 2016

A caderneta vermelha - Antoine Laurain



Imagem retirada da internet


Esse é um daqueles livros leves e por assim dizer divertidos, para uma tarde ou mesmo em pequenas pílulas noturnas (como foi o meu caso).

É a história de um livreiro que encontra uma bolsa e nela há de tudo, inclusive a caderneta vermelha que dá título ao livro. Lá estão as peças de um "quebra-cabeça", que te leva pelas ruas de Paris, livrarias, cafés e arte em geral.

Daquelas histórias que te fazem ter um sorriso no rosto e te transporta para um mundo onde tudo é tranquilo e há pessoas interessantes nele.

Recomendo para quem quer se distrair e dar uma pausa nessa vida desalentada do cotidiano!

terça-feira, 16 de agosto de 2016

O romance inacabado de Sofia Stern - Ronaldo Wrobel


imagem retirada da internet

Fui apresentada ao livro e ao autor pela sempre atenta e querida Ladyce. Digo atenta, pois desde que nos conhecemos, ela sempre esteve atenta ao tipo de leitura que gosto, e ela nunca errou. Dessa forma, me presenteou com essa obra recém lançada por Ronaldo Wrobel lá no Rio de Janeiro. E o meu exemplar veio autografado (um luxo e uma gentileza). E como todos sabe, estou em fase final do doutoramento, e minhas leituras recreativas tem sido pequenas ou escassas nesses últimos anos.

Porém, conforme o pedido de Ladyce, dei uma pausa nessa tarefa difícil de sustentar uma tese, e me deliciar na literatura. Iniciei a leitura e para o início tem orelha escrita por Raphael Montes, um jovem e recente autor, também carioca e que atualmente tem 3 livros publicados (já os li e gostei muito). 

Já nessa breve apresentação do conteúdo da obra, você já fica com muita vontade de ler, pelo menos eu. Uma história que se passa nos períodos de guerra sempre me fascinam, e esse é um dos pontos fundamentais da narrativa.

Logo nas primeiras páginas, nos deparamos com uma escrita coesa, leve e de um ritmo muito gostoso de acompanhar. A costura que é feita nos fatos, nos faz querer avançar e avançar.

Pois bem, uma breve sinopse da história (retirada dos próprios releases por aí): Ronaldo vive em Copacabana com a avó, Sofia Stern, que nasceu na Alemanha em 1919 e fugiu para o Brasil na véspera da Segunda Guerra. Certo dia, recebe o telefonema de uma juíza alemã às voltas com um processo judicial que pode torná-lo multimilionário. Com a descoberta de um diário, Ronaldo reconstitui a juventude da pacata senhora, revelando peças de um passado que envolve paixões, inveja, traições e dinheiro. Quando outros fatos vêm à tona, Ronaldo se depara com uma série de dilemas. Resta saber o que ele prefere: ficar rico ou fazer justiça.

Ao ler essa sinopse e a orelha do livro simplesmente mergulhei na história, e Ronaldo não nos decepciona.

Vamos conhecendo Ronaldo e a simpática e espirituosa Sofia, neto e avó, sempre em sintonia e com pitadas de diversão. 


Minhas impressões

É o primeiro livro que leio do Ronaldo Wrobel (que também já escreveu Traduzindo Hannah), e minhas impressões foram as melhores. Um texto escrito de forma clara e certeira, isso faz toda a diferença para a fluidez da leitura.
Percebe-se que houve uma pesquisa histórica e o autor escreve de maneira exemplar, com pitadas de humor (pelo menos para mim). Foi uma leitura muito agradável, é um livro para ler em no máximo dois dias, mas eu levei mais tempo por conta dos estudos do doutorado.

Recomendo a você um autor nacional de qualidade e uma narrativa que vai prender você junto à Sofia e suas histórias.




Por Letícia Alves 




quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Saudades e saudades...

Imagem retirada da internet



É, já se passaram 6 anos... 

E eu me lembro exatamente de todos os passos, desde o dia em que você se sentiu mal.
O inverno nem tinha começado oficialmente, mas já fazia muito frio naquela noite. 
Foram exatos 49 dias e então você se foi...

Não fui a mesma naquela noite em que recebi a notícia e não serei nunca mais o serei...
É incrível como não sabemos lidar com perdas, no meu caso a sua e de papai. São perdas irreparáveis e dolorosas. Pode-se passar o tempo que for, e a dor vai estar lá... no fundo, guardada. E quando vier à tona em acontecimentos que era esperado que você estivesse, ela voltará à tona. Pois não vou ouvir sua voz dizendo nada, e nem vou sentir sua mão em mim.

Mas se Deus quis assim, eu só tenho que aceitar um pouco mais a cada dia, enquanto eu aqui existir...




Por Letícia Alves