terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Conversas que tive comigo - Nelson Mandela



Eu comecei a ler esse livro em Julho de 2013. 

Sempre fui uma leitora que devora textos e que aprende com eles.
Mas confesso que os últimos anos da minha vida não tem sido fáceis; e mesmo com tanta coisa para administrar, tanto na vida pessoal quanto na vida profissional, e desde Maio de 2013, na vida acadêmica (eu ingressei no Doutorado, e então nos próximos anos, me desdobrarei entre artigos, aulas, palestras, reuniões de orientação, aulas, congressos e claro, o trabalho, pois vou continuar trabalhando e estudando), eu me recuso a não ler algum livro literário. 

É preciso desanuviar as ideias, e sei disso muito bem, pois quando eu estava no Mestrado, muitos links e ideias surgiram em meus momentos de ócio ou mesmo quando eu estava longe dos textos científicos. E foi assim que me debrucei na história de Nelson Mandela, contada por documentos, cartas, e através da sua narrativa.

Quando foi em Agosto de 2013, paralisei a leitura, e pensei em abandonar, não por não gostar da narrativa ou por não querer saber o que se passava, era mesmo aquele momento entre o leitor e o livro, em que é preciso ser honesto consigo mesmo e perceber se é hora de parar ou continuar.

E eu parei!

Nesses meses em que paralisei a leitura (no total de praticamente 4 meses, eu li outras histórias). E foi somente agora em Janeiro de 2014 que decidi retomar a leitura. E por incrível que possa parecer em 3 dias finalizei o livro (claro que estar em mês de férias de aulas e trabalho me ajudou).

Ao fim da leitura pude perceber que eu estava certa desde o início, que eu ia gostar da história, me encantar com a escrita e também me entristecer com cada passo narrado por Mandela e pelos colaboradores que organizaram os documentos e tudo o que está no livro.

Sem conhecer profundamente a vida de Mandela, posso dizer que o livro o trouxe para mais perto de mim, de forma que fosse uma pessoa bem conhecida, como um colega de trabalho ou aquele conhecido que pego o mesmo ônibus que você todos os dias e no mesmo horário.

Foi uma experiência agradável essa leitura e saí desse livro mais pensativa sobre tudo e todos!

Recomendo a leitura!

Por Letícia Alves

2 comentários:

NãoSouEuéaOutra disse...

Os Livros nunca Abandonam. Têm memória. Sempre voltam... chamam. O pior é quando a cabeça não consegue ler e absorver!! Isso é que é uma grande chatice.

author casulo-online disse...

Pelo jeito os livros dele são todos gratificantes de ler, porque leio um também que fiquei "achegada" na pessoa dele, o homem de percalços e defeitos, mas que se sobrepôs...