domingo, 29 de julho de 2012

Ontem, hoje e amanhã...






Acordou com aquela sensação de ontem,
Boca seca, e o coração acelerado,
Espasmos e suspiros descontrolados.


Saudades do ontem,
Do antes,
Daquele sorriso franco,
Da espera.


Pensava no ontem,
Naquele perfume fresco,
Um dia ensolarado,
Uma brisa a refrescar.


Perdida entre sentimentos desconexos,
Entre desorganização mental, espiritual e por que não dizer astral,
Fluxos e (des)fluxos de um ser sem ser.


Queria o ontem,
Mas somente as cores vivas,
Que ofuscam as vistas,
E nunca deixam feridas.


Ainda não sabe do ontem,
Nem do hoje,
E que dirá do futuro.


Apenas pensa,
Que aquele ontem que existiu,
Ainda está impregnando sua alma,
De um jeito leve,
Suave como brisa,
Forte como tempestade,
Inquietante como um furacão.


Ela vive,
Assim,
Displicentemente,
Saia rodada,
Solta ao vento,
Sorriso sincero,
E um mundo vasto para descobrir...




Por Letícia Alves

sábado, 28 de julho de 2012

Sempre eles...



Ele sentia saudades do antes,
Ela também.


Ele falava do antes,
Ela vivia o agora.


Ele estendeu a mão,
Ela via o coração.


Ele tem olhos amorosos,
Ela, um sorriso cativante.


Ela estava perdida,
Ele a reencontrou.


Ela pensa em tudo,
Ele...




Por Letícia Alves

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Fim de tarde...


Fim de tarde...
Seria um fim de tarde como outro qualquer, se este não tivesse matizes cinzas e horizonte perdido.


Fim de tarde,
Daqueles dias em que a alma está triste, perdida, desconsolada, 
Naquele dia que se levantou e você precisava apenas de um abraço, um afago, uma palavra, apenas um oi.


Gestos simples de alguém que você goste, ou mesmo de quem você ama, fariam toda a diferença.


Mas apenas o silêncio impera,
Fim de tarde de um dia frio, cinza, silencioso e melancólico...


E tem sido dias assim,


Em que a única vontade era de um colo, e uma mão passando na sua cabeça, um beijo e ouvir:


"Vai ficar tudo bem."




Por Letícia Alves

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Divagações...



Não é sempre que eu sorrir que estou alegre,
Nem sempre que eu chorar, estarei triste,
Eu sou assim, meio lá, meio cá.


Vou rir,
Vou chorar,
Vou sonhar.


É assim, nesses caminhos desvairados que a vida segue o curso que ora desenhamos ou que ora ela mesmo segue só.


Perdida entre risos e afagos, lágrimas e desejos, saudades e retornos, sigo nesse caminho longo, sem saber o que lá está.


Eu só sei que preciso ir,
Seja leve ou pesado,
A me encarar,
Lá estará.


O vazio ou o pleno, eu ainda não sei...


Por Letícia Alves



domingo, 22 de julho de 2012

Eles...




Ela sonhou,
Ele realizou,
Ela sorriu,
Ele sorriu também.


Ela o abraçou,
Ele a ninou,
Ela despertou,
Ele a conduziu.




Houve silêncios...




Ele a abraçou,
Ela o ninou,
Ele sorriu,
Ela também.




Ela estava perdida...
Ele estendeu a mão...
Não se perderam mais.




Por Letícia Alves

sábado, 14 de julho de 2012

Sonhos...sinais...



Tenho tido sonhos recorrentes, para não dizer todos os dias. E se eu perguntasse ao Freud, com certeza ele teria algumas interpretações para eles.

Bom, eu não sei bem o que significa, eu só sei que eles se repetem a cada noite. Mas não é um sonho repetido, são capítulos, sabe?

Sim, como se na próxima noite que eu vou dormir, eu sei que vou sonhar, mas é a sequência, e não o mesmo sonho anterior.

Bom, a interpretação mais senso comum que teria para o meu sonho, seria: a superação de obstáculos, e dos grandes.

E sabe, por que?

Por que sonho a cada noite, que eu pulo de "um pedaço de uma montanha para a outra", tipo aquelas do Grand Canyon, e anterior cai atrás de mim, como um jogo de dominó.

É, a vida não anda fácil pra ninguém, mas se essa interpretação está correta, espero que o Grand Canyon ao final suma, e que eu saia lá na frente vitoriosa dos obstáculos que saltei.

Então, vamos seguindo a maratona da vida.

Por Letícia Alves

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Folha em branco...


Uma nova página,
Uma nova história,
Um novo caminho.


Tudo novo,
Como uma folha de caderno em branco.
Uma linda caneta tinteiro,
E muitas linhas para escrever e viver.


A vida é assim,
Páginas viradas,
Folhas soltas,
Tintas de várias cores...


Que venham novas páginas,
Novas folhas,
Novas cores,
Novas histórias.


Vida que segue...




Por Letícia Alves





segunda-feira, 9 de julho de 2012

Noites & Manhãs... (I)



Era manhã,
O dia especial,
Que se tornaria,
Uma noite aguardada com ansiedade.




A noite chegou,
Um sorriso iluminado,
Um abraço apertado.


Uma hora, 
Um afago,
Um beijo,
Dois abraços.


Frio,


Coração batendo forte.


Madrugada inesperada...




E ela viveu dias perfeitos,
Intensos,
Aconchegantes.


E então....





Ele a tocou e a beijou,
Ele tremeu,
Ela suspirou,
Eles se abraçaram,
Era noite,
Igual àquela noite,
Que embalou dias especiais e
Coloridos.




A mesma noite,
Que anunciava,
Uma nova manhã,
Na qual ela partiu...


(a primeira parte, você lê, aqui)



Por Letícia Alves




sexta-feira, 6 de julho de 2012

Lua...



Acordei, e a lua estava lá,
Linda,
Plena.


A mesma lua que velou meu sono,
Iluminou meus sonhos,
Criou expectativas em mim.


Mas ela continua lá,
Mesmo que eu não a veja 
Sempre!


Sim,
A lua,
Ela...
Vai continuar velando,
Meu sono,
Iluminando novos sonhos...




Por Letícia Alves

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Leveza na alma...



Por vezes é preciso ir bem fundo, para então voltar à tona. Sentimentos diversos e desconexos de um ser em constante ou até inconstante transformação. Intensidade no ódio, no amor, no desprezo, no carinho e em tantos sentimentos diversos. 


Avessos e (des) avessos de uma vida, enfim...


Menina, mulher, companheira, confidente, ri, chora, sente, escreve, lê, sorri e pensa em alta voz... Todas, e uma só, um sentimento que flui ou não nesse mundo tão desconexo das ideias que ela tem.


Convivências turbulentas e por vezes felizes, momentos diversos e intensos de um lado que não mais quer vir a tona.


A vida tem dessas coisas...


O encantamento vem de um gesto, um sorriso, e o desencantamento vem de forma rápida e intensa, apenas por um gesto ou até mesmo da insinuação deste.


Pontos finais são importantes assim como os parágrafos em nossas histórias de vida...




Por Letícia Alves