sábado, 27 de maio de 2017

Velórios - Rodrigo Mello Franco Andrade

Durante esses últimos quatro anos, abdiquei de muitas coisas para fazer meu doutorado. Larguei leituras agradáveis, filmes, séries, momentos de ócio e minha vida em particular. Foram os últimos anos mais difíceis para mim, depois de dois golpes que sofri com a morte do meu pai de forma prematura, e anos mais tarde com a morte da minha mãe.
Por que digo isso?

Porque para mim, o estado de espírito e a vida no cotidiana refletem bem o que você vai ler ou não vai ler. A despeito, de não ter tempo na minha rotina desses anos, me dividindo entre o trabalho, as disciplinas, as leituras nada agradáveis, as responsabilidades dos prazos acadêmicos, e por fim, a escrita. Não tive tempo de ler o que queria, refletir a vida, apenas vivi, ou diria sobrevivi. Entrega uma das últimas versões da tese, antes da defesa. Agora vem os famosos ajustes e então marcar o dia da defesa. 
Estou em um misto de ansiedade e desejo de libertação, não vejo a hora de passar por isso e voltar à minha rotina pacata e livre dessa pressão horrorosa.

Bom, por que disse isso tudo?
Porque mesmo em volta do caos, nesses últimos quatro anos, consegui ler 6 livros, e hoje concluí o sétimo, mesmo no fim do doutorado, e hoje venho falar dele.



Imagem retirada da internet

O livro Velórios de Rodrigo Mello Franco Andrade nem passava na minha cabeça de existir, mas foi uma dica do Afonso Borges do Sempre um Papo
É um livro pequeno, composto por 08 contos e 04 cartas sobre a obra. Nos oito contos na minha opinião não é a morte em si e nem o velório o foco da narrativa, mas as relações que estão ao redor da temática. As pessoas e suas paixões, sua rotina e claro do próprio morto que ali se encontra. A narrativa não é rebuscada e se aproxima da oralidade, pois ao lermos, parece que é alguém que está nos contando cada um daqueles casos. O narrador tem uma voz muito próxima do leitor, a sensação é de estar ali sentado ao seu lado contando aquelas histórias.

Gostei muito do livro, é uma daquelas jóias raras da literatura brasileira, essa edição é da Cosac Naify de 2004. O autor não tinha pretensão nenhuma de fazer com que a obra fosse amplamente reproduzida, mas com a permissão dos seus herdeiros, pode enfim, circular um pouco mais. Rodrigo Mello Franco Andrade nascem em 1898 e foi diretor do atual IPHAN de 1937 a 1967, e faleceu em 1969.

Para saber mais de Rodrigo Mello Franco Andrade, achei uma página pequena na Wikipédia, nesse endereço. E também a Fundação que leva o seu nome, além do prêmio concedido pelo IPHAN, que também leva o seu nome

Recomendo a leitura!

Por Letícia Alves 


sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Desafio de leitura em 2017 - #12MESESDEPOE


Imagem retirada do blog da Anna Costa 



Passeando pelo Facebook ontem, encontrei uma postagem que falava sobre um desafio de leitura intitulado #12mesesdepoe. É simples, a proposta da Anna, em seu blog é passarmos o ano com Poe.

Confesso que sempre ouvi falar de Poe e sua fantástica escrita, mas até o momento não tive tempo/oportunidade/interesse em lê-lo, mas depois da postagem da Anna, me interessei.

Vou deixar aqui algumas informações e os links para o desafio: a postagem da Anna explicando direitinho o desafio, com o cronograma e tudo, você pode clicar aqui.


Corre lá gente e veja como participar, as discussões são mensais no grupo do Facebook e assim quem já conhece a escrita de Poe pode contribuir, e outras, que como eu, nunca leu, é uma boa oportunidade para começar no universo de Poe.

Bom desafio a todos e ótimas leituras!

#12mesesdePoe 

Por Letícia Alves 

domingo, 1 de janeiro de 2017

Mais um ano findou...

Imagem retirada da internet

Mais um ano findou.

E se repetem, os nossos balanços, as nossas metas, os nossos sonhos, as nossas crenças.
O ser humano precisa de rotina, a mínima pelo menos para seguir adiante.

Penso que cada dia que nos levantamos, é mais uma oportunidade que nos é concedida. Pode parecer clichê, mas é a verdade, quer queiramos ou não.
Mas nos últimos anos eu tenho preferido viver um dia após o outro, sem grandes sonhos, grandes metas, grandes planos. 

Digo isso, por que sempre me lembro de um versículo que escutava quando menina:

"Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã trará as suas próprias preocupações. Basta a cada dia o seu próprio mal." Mateus 6:34

Então sigo esse versículo, e confesso, depois disso, tenho estado menos ansiosa, e mais feliz. É um aprendizado, e cada um saber o que é melhor para si, e qual é o seu momento.

Foi um ano difícil? Para mim pessoalmente, foi sim. Mas cada coisa que nos acontece seja ruim ou boa, tem um valor para nossa existência, maturidade e crescimento.

Por isso, digo que foi mais um ano desses, nos quais você cai, você levanta, você chora, você ri, você sonha, você crê, mas um dia de cada vez.

Feliz Ano Novo para todos nós!


Por Letícia Alves