sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Uma curva no tempo - Dani Atkins

Imagem retirada da internet


Já faz bem tempo que ando afastada da literatura, quando eu lia um ou dois livros por mês. Isso aconteceu devido ao meu ingresso no doutorado em 2013; de lá pra cá, me vi em meio às disciplinas obrigatórias, leituras acadêmicas, escrita de trabalhos e artigos para apresentação em eventos, exame de qualificação de projeto. E agora me encontro na fase em que preciso iniciar a análise dos dados coletados e então escrever a tese. 

Mas mesmo com toda essa movimentação, tem horas que é necessário se abstrair do mundo que está em volta e se desligar um pouco, e para isso, a literatura para mim, funciona muito.

E foi assim que passei alguns dias na companhia do livro "Uma curva do tempo" de autoria de Dani Atkins. A sinopse da contra capa nos conta um pouco da história, assim:

Duas histórias diferentes podem levar ao mesmo final feliz? Às vésperas de saírem da cidade para a faculdade, Rachel Wiltshire e seus amigos sofreram um terrível acidente. Durante o jantar de despedida do grupo, um carro desgovernado atravessou a vidraça do restaurante onde estavam. Rachel escapou por pouco... Na verdade, ela deve sua vida a Jimmy, seu melhor amigo, que se sacrificou para salvá-la. Cinco anos mais tarde, todos do grupo estão prestes a se reencontrar para o casamento de Sarah. Bem, quase todos. É com muita dificuldade que Rachel se convence a prestigiar a amiga, pois sabe que, para isso, terá de enfrentar os fantasmas do passado. Principalmente a culpa pela morte de Jimmy. Com a vida destroçada, o rosto desfigurado por uma grande cicatriz e sofrendo de constantes dores de cabeça em decorrência do acidente, Rachel se obriga a encarar os fatos e vai ao cemitério visitar pela primeira vez o túmulo do amigo. Ao chegar lá, sua dor se intensifica a tal ponto que ela acaba desmaiando. Quando acorda no hospital, Rachel fica surpresa: seu pai parece estar curado do câncer que o devastava, Jimmy está vivo e Matt – seu ex-namorado – alega ser seu noivo. Sem entender o que lhe aconteceu, Rachel tenta convencer a todos de que nada daquilo pode ser real, mas os médicos apenas a diagnosticam com amnésia. Desesperada por respostas, ­Rachel precisa primeiro decidir se vale a pena tentar voltar para a vida que conhecia e que, no fim das contas, era muito pior do que a que ela tem agora...

Nas 240 páginas que se segue, Rachel é a narradora que nos conduz pela sua história e de seus amigos. Confesso que romances do ponto de vista romântico dos personagens é uma leitura que não me atrai, mas mesmo tendo momentos de romance, não me pareceu piegas, então isso trouxe apenas elementos para o entrelaçamento da narrativa. Não é um dos melhores livros que li na vida, mas ele cumpre bem o seu papel.

Não vou fazer um resumo da história, por que acredito que já tenha muitas resenhas e resumos do livro por aí. Deixo aqui apenas a minha impressão de leitura.

Para mim foi uma leitura leve, com momento de humor, angústia e ao final uma lição de vida. Mesmo que em um primeiro momento seja clichê ou simplista o fato é que temos que pensar na seguinte questão:

Não deixe para amanhã a demonstração de amor à alguém, pois pode ser tarde demais.

De restante, recomendo a leitura para quem quer se distrair de forma leve e simples.

Por Letícia Alves 

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