quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

A biblioteca esquecida de Hitler: os livros que moldaram a vida do Führer - Timothy W. Ryback


Sinopse:

Sabe-se que as três bibliotecas particulares de Adolf Hitler, localizadas em Berlim, Munique e no refúgio de Obersalzberg, nos Alpes bávaros, chegaram a abrigar mais de 16 mil volumes. O mais enigmático dos genocidas do século 20 possuía coleções completas de Shakespeare, Goethe, Schiller, Kant e Fichte, encadernadas com ostensivo luxo e assinaladas com o característico ex-libris nacional-socialista.

Livros sobre ocultismo e misticismo racial também despertavam a atenção do leitor assíduo, porém caótico, que se vangloriava de ler ao menos um livro por dia.

Timothy W. Ryback dá merecido destaque aos livros que influenciaram a escrita de "Mein Kampf" ("Minha Luta") na célebre prisão de Landsberg, depois do golpe frustrado de 1923, mas não deixa de mencionar curiosos volumes presenteados por admiradores e bajuladores, trechos assinalados por Hitler nas margens dos livros ou detalhes como a presença física do ditador num fio de cabelo encontrado em meio às páginas envelhecidas.


Minha leitura


Livros e história, eis uma combinação que sempre me fascinou. E encontrei esses elementos em A biblioteca esquecida de Hitler: os livros que moldaram a vida do Führer - Timothy W. Ryback, um livro bem escrito, com elementos da pesquisa empreendida pelo autor que é historiador.


Os capítulos bem dispostos e em ordem cronológica nos mostram a constituição da vida de Hitler a partir da literatura que ele leu. A sua biblioteca particular que antes do final da Segunda Grande Guerra foi saqueada, restando apenas uma parte dela que atualmente encontra-se na Library of Congress, preservada e catalogada para consulta aos interessados sobre o desenvolvimento do nazismo na Alemanha.

A partir do conhecimento da biblioteca de Hitler podemos assim compreender melhor as atitudes do Führer e todo o contexto da época na qual ele viveu. Realmente, concordo com Walter Benjamim, quando ele afirmou que "... colecionamos livros na crença de que os estamos preservando quando na verdade são os livros que preservam seu colecionador. "Não que os livros se tornem vivos nele", Benjamim postulou. página 16


Pude assim compreender um pouco da personalidade de Hitler e muito dos seus atos, o que me espantou muito. E tenho que parabenizar o autor que empreendeu uma verdadeira expedição para trazer essas preciosas informações que não teríamos acesso de outra forma, apesar dos livros estarem na Libray of Congress.

Recomendo a leitura para quem quer entender um pouco da formação da personalidade do Führer, bem como as pessoas que o cercavam no Reich.

Terminei a leitura espantada.


Por Letícia Alves

2 comentários:

Jullys disse...

Eu quero leeeeeeeeeeeeeer!!!! :)
Bela resenha, Let!!!

peregrinacultural disse...

Puxa, Letícia, agora vou ter que ler. Estava com esperanças de vc não gostar e aí eu não teria que ler. Que pena! bjnhs