sábado, 18 de agosto de 2012

Escrevendo um diário...

Nunca tive um diário, aqueles caderninhos bonitinhos, em rosa e por vezes com cadeado, lembranças da infância e adolescência. Eu sempre digo que nasci velha ou em uma época errada, pois esse tipo de comportamento eu não tive. Não tive diários.

Naqueles dias longínquos, as meninas todas alvoraçadas, escreviam em seus cadernos enfeitados, o que se passava a cada dia, mas ao longo dessas escritas, eu pude perceber que eram apenas episódios isolados de amores e paixões impossíveis. 

Pois, quem é do alto dos seus 13, 14 anos sabe que aquele menino do outro lado da sala é seu único e verdadeiro amor? Não, não sabem, tá, pode até ser em algumas histórias desconhecidas, mas a realidade é bem diferente.

Os anos foram passando e mesmo assim eu não via graça em escrever um diário, eu sempre me perguntava: "mas pra quê isso?", sim, confesso que tive uns dois cadernos, já perdidos no tempo, queimados um dia em uma fogueira no quintal. Depois disso, nunca mais "ensaiei" ter um diário, que nem era um diário assim. Mas nunca deixei de escrever ou de ler bons textos.

Depois eu percebi, que sim, eu escrevia um diário, mas era uma escrita diferente, eu traduzia meus dias (não sequenciais) através de metáforas que mostravam como aquele dia  estava impregnado em mim e nos meus vários caminhos.

Diário das Quatro Estações - Caminhos & (Des) caminhos - Agosto 2012

Foi assim que a inspiração vinda das vivências cotidianas, dos sonhos e das projeções, transformaram em letras, palavras e algumas páginas repletas de sensações e emoções que compõe caminhos e (des)caminhos por aí.


Vamos caminhar?


Por Letícia Alves 





2 comentários:

peregrinacultural disse...

Todas as vezes que tentei manter um diário, e foram muitas, muitas mesmo, nãp consegui levar avante, porque sempre que parava e relia o que havia escrito ficava desesperada com o retrato que eu fazia de mim mesma. Eram coisas tão ridículas, tão sem importância... rs... Até que mantive e mantenho uma agenda com todo tipo de anotação desde os compromissos como encontros com palavras que me lembrem o que foi conversado. E depois que abri o blog, passei a ter também alguma noção das coisas que leio e que mal ou bem refletem -- não necessariamente aquele dia, porque muitas entradas do meu blog são programadas dias antes, mas do que me entretem ou preocupa na época. as resenhas de livros sempre me fazem feliz assim como um ou outro artigo que eu escreva. .... E no entanto, adoro ler os diários de outras pessoas, desconhecidas, gente que nunca chegou a ser famosa. Adoro o sabor de uma época através da leitura de um diário... Acho que é a historiadora em mim. Beijos, Lê, adorei poder fazer essa reflexão.

myra disse...

que coias mais lindas tudo aqui, estes posts todos, beleza, e parabens pelo livro!!!!!!
muitos abraços!!!!