sábado, 9 de junho de 2012

O depois... o durante...



Não gosto do depois,
Das lembranças,
Dos cheiros,
Dos suores e das sensações.


Não gosto do depois,
Do sabor amargo na boca,
Dos dedos trêmulos,
Dos pensamentos soltos.


Gosto do durante,
Do riso com vontade,
Do perfume que exala,
Da temperatura dos corpos.




Gosto do durante,
Da simbiose,
Do querer,
Da carne trêmula,
Do sentir.
E do gozo sem fim...




Por Letícia Alves

2 comentários:

Angel disse...

Ahh, o "durante" com certeza é um mix de emocoes que tentamos, mas nem sempre conseguimos explicar o prazer enquanto estmoas a sentir. Já o "depois" parece que os intervalos incessantes de "quero mais" ficam pedindo repeteco hehe
Delícia de poema.

Beijosss

Diego disse...

O durante é infinitamente melhor, mas às vezes o depois é necessário.