quinta-feira, 10 de maio de 2012

Nos mares da eternidade...

Hoje amanheci juntamente com o dia, os raios que entraram através da cortina. Era cedo, dia de outono, com colorido especial. Brisa fresca e um sol convidativo.

O livro me chamou, e o abri assim, displicentemente, e na página 33, eis que me deparo com o seguinte poema.








Como se o Mar aparando-se
Mostrasse um outro Mar -
E esse - um outro - e dos Três
Apenas se pudesse suspeitar - 




De Sucessões de Mares - 
Adversos à Costa -
Eles próprios a Margem de Mares por ser - 
A Eternidade - é isso


Emily Dickinson
Esta é a minha carta ao mundo e outros poemas
Página 33




Não ele não tinha título, mas fácil, fácil eu daria a ele o título de Eternidade ou até quem sabe Nos mares da eternidade.

Conheci Emily Dickinson por trechos soltos na internet e agora nesse pequeno, grande livreto, me encanta a delicadeza dos versos e a escrita certeira em nossos sentimentos. Digo para aqueles que se abrem ao novo, à novas palavras, à novos sons, novos contextos.

Agradeço à Lunna por me presentear com essa jóia, e por me fazer alçar novas leituras, novos gêneros, novas palavras sempre.


3 comentários:

Alien disse...

Era da Emily que me referi dia desses e nao lembrava o nome, lembra?

Aquele teu post ficou parecido com os textos dela... adoro essa autora, li pouco dela mas bastou para gostar :)

myra disse...

era grande poeta!!!! e teu blog é lindo!
bjos

Feer disse...

Hoje eu recebi a ligação de um numero de Minas, pensei tanto que fosse você... mas ai, era A casas Bahia.
UAHSAHSUHASU

Um beijo e saudade, sua preguiçosa!