segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Chuva...





O dia amanheceu regado pela chuva...
Chuva de bençãos...
Lembro das suas mãos postas, olhando para o céu,
Agradecendo as gotas de chuva que caiam.


Mãos abençoadas,
Que ao simples toque curavam.


Sim,
Me curava de dores,
Que médicos não descobriram.


Me curaram de tristezas,
Que minha alma chorava.


Me curaram de muitas coisas.


Sim,
Mãos que me abençoaram,
Até o último instante,
Que entrelaçada com a sua,
Você me olhou e sorriu.


Foi o último entrelaçar de mãos,
Seu último sorriso,
Seus últimos suspiros.


E o seu sorriso ficou gravado na minha memória,
Assim como o toque suave de suas mãos.


Pra sempre!




Amo você mãezinha!

E sinto sua falta há exatos 14 meses!


Letícia Alves 


3 comentários:

Ingrid disse...

beijo de carinho amiga..

Dalva disse...

Oi, Letícia!

Mães não deveriam morrer... nunca. Fazem muita falta, né?
Obrigada pelo seu carinho em meu blog.

Bjs.

Daniel disse...

Lindo.
Qualquer escrita que nos remete à saudade de alguém me toca demais e tem muito valor.

A chuva, em especial, tem o poder da cura e leva embora tudo o que não serve mais em nosso corpo e espírito para o ralo.

Daniel