sábado, 6 de agosto de 2011

Diferenças...


Não é novidade que eu gosto de ler.
Em todas as leituras a gente sempre aprende coisas novas, reflete sobre algum tema e toma pra si alguma lição. Mesmo que eu não acredite no famoso, a moral da história, creio sim que as palavras quando ditas e/ou escritas podem transformar uma pessoa. Pois ela jamais será a mesma depois de uma leitura, e mesmo que releia esse livro, se transformará mais uma vez de acordo com a sua vivência, pois somos seres mutáveis. Não falo só da leitura que transforma, mas uma amizade, um filme, uma conversa, um pensamento consigo mesmo e por aí vai.
Bem, disse isso tudo, pra falar do livro que estou lendo atualmente: Eldest, o segundo livro da trilogia A Herança, mas que fiquei sabendo que terá um quarto livro chamado A Herança.
A trilogia, mais conhecida por Eragon (teve até um filme, que não faz jus ao livro), é resumidamente a história de um menino que se torna cavaleiro e seu dragão, Saphira. Classificado como literatura infanto-juvenil, passa facilmente despercebido de outros leitores, mas como sempre gostei de histórias consideradas fantásticas, cá estou eu.
Estou na metade do livro dois, e já pude trazer pra mim várias questões, o valor da amizade, a lealdade, a perseverança, entre outros valores humanos.
Vocês podem pensar: o que uma história infanto-juvenil pode nos trazer? E ainda mais, uma história não real que fala sobre a amizade entre um menino e um dragão?
Pois bem, em minha opinião, trouxe e ainda traz muitas lições sendo a primordial a amizade entre seres diferentes: um humano e um dragão.
Em um mundo no qual a intolerância e a violência tem sido constantes, perceber as diferenças, respeitá-las, realmente é o mais importante para a convivência entre os seres da mesma espécie. Por que na verdade o homem tem se mostrado mais selvagem e intolerante do que as próprias espécies classificadas como selvagem, no nosso caso, um dragão.


Queria compartilhar esse pensamento com vocês.


E o que me dizem?

6 comentários:

Lu C. disse...

Oi Letícia!
Cheguei até você através das amigas Lunna e Francys.
Sei que é uma das autoras participantes desta nova edição do Diário, parabéns viu?

Pretendo estar na biblioteca no dia do lançamento.
Nos veremos então.

grande abraço!

Lu Cavichiloi

C. disse...

À princípio a leitura nao me chamou a atencao, mas com a sinopse acho tem tudo a ver.
Mas como tudo na vida, acho que a melhor interpretracao que podemos dar as diferenças, é vivenciando, porque na prática as teorias se confundem. Conviver com as diferencas nao é fácil, motivo pelo qual, muitas pessoas se distanciam do convívio social, o que eu nem sou louca em julgá-los.

Glenda Maria disse...

Minha mãe adorou a trilogia, Let's! Eu ainda não li... E sempre me decepciono com filmes de livros que já li. Os filmes não chegam nem aos pés da nossa imaginação, né não?
Beijão procê.

Menina no Sotão disse...

Esse é o grande dilema. Respeitar as diferenças. Coisa difícil nos dias atuais. Sempre foi difícil, mas ultimamente estão exagerando. E não posso deixar de culpar os religiosos por isso com suas ideologias arcaicas, presas num histórico de pecado que foi inventado sabe-se lá por quem. Eles dizem que foi deus, mas este nunca se apresenta para dizer "fui eu" e seguimos com a intolerância, se julgando superiores. E cruxificam Hitler todos os dias, mas será que somos tão diferentes desse senhor assim? As vezes penso que não. E lamento cada gesto que colho com relação ao ódio, ao rancor, ao desafeto e a falta de respeito para com o outro que não é igual a mim. Eu aqui no meu canto, apenas dou graças por existirem pessoas diferentes de mim porque me dá a chance de ser diferente...


bacio

Ps. Gente continua me dando medo, viu?

Atitude do pensar disse...

Gosto muito de literatura infanto-juvenil, inclusive, um dos meus livros prediletos - daqueles que sempre visito -, é o Pequeno príncipe.
Ser criança pode estar próximo de uma leveza, inocência, mas não é apenas isso que me encanta nesse tipo de literatura, e sim, poder me enxergar enquanto criança, saber que a contante construção do meu eu, perspassa sempre pelo universo criança/adulto, ou seja, enquanto reeprendemos alguma criança por aquilo que pensamos ser defeito, em alguns casos, deveriamos simplesmente imitá-los.

Pandora disse...

Eu sou apaixonada por literatura fantastica, acho que brincando de imaginar o irreal os autores dessa linha falam muito serio, sobre coisas muito reais!

Eragon não é diferente... Enquanto a gente observa e vive o crescimento do cavaleiro Eragon e de Saphira a gente reflete sobre nosso próprio crescimento, aprende sim e muito.

Adorei a partilha Letícia, um prazer está por aqui!