sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Lembranças regadas à capuccino....


Sentada à mesa de uma cafeteria, bebendo seu capuccino , ela sorve cada gole e relembra aquele momento.
Há mais de dois anos encontravam-se pela segunda vez, ela super nervosa, ele ansioso.
Ela chegou dez minutos antes do combinado e como sempre entrou em uma livraria. Percorreu estantes inteiras e um livro lhe chamou a atenção, passou cada folha, mas não quis comprar.
Já se passava os dez minutos ela não gostava de se atrasar, msmo que isso significasse apenas atravessar a rua em direção à cafeteria marcada.
A passos nervosos ela atravessou as duas pistas de uma avenida famosa no coração daquele bairro charmoso. Era o segundo encontro mas a emoção era como se fosse o primeiro.
Ele se levantou da cadeira e a cumprimentou com um beijo terno no rosto, a convidou para sentar e perguntou como foi o dia. Enquanto isso, o garçom se aproxima para anotar os pedidos.
Ele pede uma cerveja e pergunta se ela se incomoda, ela diz que não. E naquela noite fria ela pede um capuccino (o mesmo que hoje a fez recordar daquele momento tão sublime).
Enquanto os pedidos não chegam, conversam sobre o dia, o que cada um vez e as perspectivas para o fim do ano. E ela sempre trêmula de emoção. As bebidas chegarm...
Conversam e ele pergunta se ela está com frio - ela responde que sim.
Ele olha para os pés dela e lamenta que esteja calçada com botas. Ela sorri e diz que depois mostrará seus pezinhos. Ele sorri e continuam aquele papo animado, tranqüilo e sem pressa.
..................................................................................
Os rostos se aproximam e se beijam. O mundo some. Apenas os dois estão no mundo só deles.
Ele diz que o beijo dela é quente e doce. Ela sorri envergonhada e diz que é o capuccino.
Infelizmente, chega a hora de ir embora. Dia de semana, no dia seguinte rotina de trabalho...
Ele a olha e diz - Vamos?
No caminho até o carro ainda diz - E os meus pezinhos? E ela sorri dizendo - Calma!
No carro ela tira as botas e ele olha deslumbradamente aqueles pequenos pés que ele tanto gosta. Em um malabarismo ela consegue colocar os pés no painel do carro e ele os acaricia e os beija.
Ela diz - Agora vamos? Desce os pés e ele liga o carro. Até o caminho da casa dela, paradas em semáforos de trânsito, beijos acalorados e palavras de carinho.
Chegam à porta da casa dela. Ela diz - Acende a luz preciso calçar as botas. Já vi gente chegando em casa sem calcinha depois de um encontro, mas sem sapatos.... e sorri. Ela calça as botas e o beija ternamente apaixonada. Ele diz - Até a próxima, e vá de sandálias, está bem?
Ela sorri, bate a porta do carro e entra em casa. Ele arranca e desaparece junto com o barulho do motor do carro.
E essa lembrança apaixonada acaba quando ela sorve a última gota do capuccino naquela manhã de Fevereiro.
Letícia Alves
Trilha do momento
Perfeita Simetria
Engenheiros do Hawaii

8 comentários:

Thiago disse...

lembrança boa essa.

LUiA disse...

Puxa, sem sei dizer como vim parar por aqui... Só sei dizer que valeu a pena ter chegado aqui...
Talvez com atraso de mais de 10 minutos, mas em tempo de saborear este delicioso caputino!
Abraços da LUiA

o casalqseama* disse...

a lembrança do sabor desse dia será eterno!



tudo bem contigo?
bjão da fê =D

BAR DO BARDO disse...

Um bom encontro. Estranho, mas bom.

Sarah disse...

adoro boas lembranças!
tanto gosto q voltei pro meu namorado q tava separada a 8 meses rs.
Obrigada pela visitinha, volte sempre!

Ric@rdo disse...

Ele deveria tê-la levado para outro lugar... aí as lembranças seriam melhores ainda.

Beijo.

Avassaladora disse...

Lembranças...lembranças...
Doces ou amargas...
Elas estão aí, a nos perseguir...!


beijos e carinhoa

Eu e a solidão disse...

Por um pequeno trecho já entendi do que se trata... Ai ai Tempestade, eu te entendo e sei muito bem o que as lembranças fazem com nossos sentimentos...

Beijos e fica bem viu!!