Lembranças regadas à capuccino....


Sentada à mesa de uma cafeteria, bebendo seu capuccino , ela sorve cada gole e relembra aquele momento.
Há mais de dois anos encontravam-se pela segunda vez, ela super nervosa, ele ansioso.
Ela chegou dez minutos antes do combinado e como sempre entrou em uma livraria. Percorreu estantes inteiras e um livro lhe chamou a atenção, passou cada folha, mas não quis comprar.
Já se passava os dez minutos ela não gostava de se atrasar, msmo que isso significasse apenas atravessar a rua em direção à cafeteria marcada.
A passos nervosos ela atravessou as duas pistas de uma avenida famosa no coração daquele bairro charmoso. Era o segundo encontro mas a emoção era como se fosse o primeiro.
Ele se levantou da cadeira e a cumprimentou com um beijo terno no rosto, a convidou para sentar e perguntou como foi o dia. Enquanto isso, o garçom se aproxima para anotar os pedidos.
Ele pede uma cerveja e pergunta se ela se incomoda, ela diz que não. E naquela noite fria ela pede um capuccino (o mesmo que hoje a fez recordar daquele momento tão sublime).
Enquanto os pedidos não chegam, conversam sobre o dia, o que cada um vez e as perspectivas para o fim do ano. E ela sempre trêmula de emoção. As bebidas chegarm...
Conversam e ele pergunta se ela está com frio - ela responde que sim.
Ele olha para os pés dela e lamenta que esteja calçada com botas. Ela sorri e diz que depois mostrará seus pezinhos. Ele sorri e continuam aquele papo animado, tranqüilo e sem pressa.
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Os rostos se aproximam e se beijam. O mundo some. Apenas os dois estão no mundo só deles.
Ele diz que o beijo dela é quente e doce. Ela sorri envergonhada e diz que é o capuccino.
Infelizmente, chega a hora de ir embora. Dia de semana, no dia seguinte rotina de trabalho...
Ele a olha e diz - Vamos?
No caminho até o carro ainda diz - E os meus pezinhos? E ela sorri dizendo - Calma!
No carro ela tira as botas e ele olha deslumbradamente aqueles pequenos pés que ele tanto gosta. Em um malabarismo ela consegue colocar os pés no painel do carro e ele os acaricia e os beija.
Ela diz - Agora vamos? Desce os pés e ele liga o carro. Até o caminho da casa dela, paradas em semáforos de trânsito, beijos acalorados e palavras de carinho.
Chegam à porta da casa dela. Ela diz - Acende a luz preciso calçar as botas. Já vi gente chegando em casa sem calcinha depois de um encontro, mas sem sapatos.... e sorri. Ela calça as botas e o beija ternamente apaixonada. Ele diz - Até a próxima, e vá de sandálias, está bem?
Ela sorri, bate a porta do carro e entra em casa. Ele arranca e desaparece junto com o barulho do motor do carro.
E essa lembrança apaixonada acaba quando ela sorve a última gota do capuccino naquela manhã de Fevereiro.
Letícia Alves
Trilha do momento
Perfeita Simetria
Engenheiros do Hawaii

Comentários

Thiago disse…
lembrança boa essa.
LUiA disse…
Puxa, sem sei dizer como vim parar por aqui... Só sei dizer que valeu a pena ter chegado aqui...
Talvez com atraso de mais de 10 minutos, mas em tempo de saborear este delicioso caputino!
Abraços da LUiA
o casalqseama* disse…
a lembrança do sabor desse dia será eterno!



tudo bem contigo?
bjão da fê =D
BAR DO BARDO disse…
Um bom encontro. Estranho, mas bom.
Sarah disse…
adoro boas lembranças!
tanto gosto q voltei pro meu namorado q tava separada a 8 meses rs.
Obrigada pela visitinha, volte sempre!
Ric@rdo disse…
Ele deveria tê-la levado para outro lugar... aí as lembranças seriam melhores ainda.

Beijo.
Avassaladora disse…
Lembranças...lembranças...
Doces ou amargas...
Elas estão aí, a nos perseguir...!


beijos e carinhoa
Eu e a solidão disse…
Por um pequeno trecho já entendi do que se trata... Ai ai Tempestade, eu te entendo e sei muito bem o que as lembranças fazem com nossos sentimentos...

Beijos e fica bem viu!!