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A pérola - John Steinbeck

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STEINBECK, John. A pérola . Rio de Janeiro: Record, 2010. 123 páginas. E então eu li mais um livro excelente de John Steinbeck. Conhecido por sua obra prima Vinhas da Ira (ainda tenho que ler), sua obra sempre repleta de críticas sociais e das relações humanas, nos leva a pensar muito sobre nossa existência, sobre a humanidade e nossas escolhas. Com o livro A pérola não foi diferente. Em suas 123 páginas, seguimos o caminho de uma família indígena no interior do México, e a sua pérola. Percalços, idas, vindas, alegrias, preocupações e tristeza são alguns dos muitos sentimentos que vamos acompanhando ao longo das páginas na vida dessas personagens tão controversas. Esse pequeno livro nos traz grandes lições sobre o caráter humano e a cobiça. Finalizando como sempre com um soco no estômago. Recomendo sempre Steinbeck! não há erros! Avaliação:  Por Letícia Alves                         ...

Castello: a marcha para a ditadura - Lira Neto

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LIRA NETO. Castello : a marcha para a ditadura. São Paulo: Contexto, 2004. 429 páginas. Lira Neto com seu estilo peculiar de contar histórias, traz nesse livro a vida de Castello Branco e todos os bastidores e também o início do período da Ditadura Militar. Através de ampla pesquisa em arquivos, documentos pessoais e fontes da época, Lira Neto reconstrói a trajetória dessa personagem tão ambígua e complexa desde a sua infância até a sua ascensão ao poder. Cobrindo desde 1897 até seus dias finais em 1967. Nos mostra todos os bastidores e articulações do Golpe Civil Militar de 1964 e de como a instauração desse regime de exceção trouxe malefícios à tão jovem República Brasileira. No período que antecede o golpe, uma passagem do livro me chamou a atenção: "O avião sumiu-se nos céus e eu regressei, triste e preocupado, para casa. Será que tudo se acabou?" - esta seria a última anotação do diário de Anísio como ajudante-de-ordens de Castello. Nos quartéis, o qu...

Origem da palavra Forró

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Olhem só que interessante!  Vocês sabiam? Visitem o canal do Paulo Rezzuti! Tem muitas curiosidades sobre a história do nosso país!                                                                                                                                     Por Letícia Alves 

A longa noite sem lua - John Steinbeck

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Imagem retirada da internet  Steinbeck, John. A longa noite sem lua . Rio de Janeiro: Record, 1942. 143 páginas. Meu segundo Steinbeck, o primeiro foi Ratos e Homens, igualmente um ótimo livro. O tema principal é a guerra, em uma narrativa atemporal, e sem nomes, Steinbeck nos transporta para uma cidade que foi ocupada pelos soldados, mas ele humaniza tanto o lado dos invadidos quanto dos invasores. Devido à data de publicação (1942) podemos nos colocar no cenário da Segunda Guerra Mundial. Em um texto curto, porém, contundente, e ao mesmo tempo atual, nos pegamos tendo sentimentos de pena dos invasores (soldados) e uma mistura de sentimentos também daqueles habitantes que ali estão. É um texto que traz não os horrores da guerra, mas os conflitos humanos, o apreço à liberdade e à igualdade. Temas tão caros e atuais. Nessas poucas páginas, tiramos dali uma lição importante que é válido para todo ser humano. Destaco dois trechos que me chamaram a atenção:  ...

A vida útil do fim do mundo - Matheus Rocha

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Imagem Arquivo pessoal/2019 ROCHA, Matheus. A vida útil do fim do mundo . Pernambuco: Pedra de Mó, 2017. 89 páginas. Mais uma vez nessa coletânea de contos - ao todo são 11 contos e o último dá título ao livro - o autor nos traz para o nosso cotidiano. A escrita fluída de Matheus o coloca próximo (e percebemos a influência de Clarice Lispector e Caio Fernando de Abreu) de outros contistas que sabem como nos dar uma ótima história. História essa que pode muito bem ser da sua vida ou de alguém à sua volta. " A vida de todo dia não volta, e eles sabem - já sabiam, mas agora sabem em voz alta." página 27 "Ouvi (ou li, já não me lembro mais) que um relógio parado (atrasado?) marca a hora certa em outro lugar. p.32 "Mas não tem abraço nenhum ao fim da ponte, só um aquecedor em todo canto que dá essa falsa impressão de aconchego." página 56 "E todos já sobreviveram à outros fins de mundo. A vida útil: três dias, e só. O anterior, o durante, e...

Histórias não (ou mal) contadas: Revoltas, Golpes e Revoluções no Brasil - Rodrigo Trespach

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Imagem/Arquivo pessoal/Jan.2019 TRESPACH, Rodrigo. Histórias não (ou mal) contadas : Revoltas, Golpes e Revoluções no Brasil. Rio de Janeiro: Harper Collins, 2017. 256 páginas. Mais um livro bem bacana da série Histórias não (ou mal) contadas do escritor/historiador Rodrigo Trespach. O primeiro que eu li trata da Segunda Guerra Mundial, clica aqui . Nessa série, o autor nos traz curiosidades que aconteceram nos episódios históricos, nesse caso, na História do Brasil. Mas os fatos apresentados, mesmo sendo pitorescos às vezes, é realizado por vastas fontes que podem ser consultadas. O texto sempre claro e objetivo nos instiga a saber mais e nos aprofundar naqueles temas que nos parecerem mais interessantes.  Em seus 11 capítulos passamos desde a Conjuração até os presidentes impedidos no Brasil. A leitura é muito agradável e vale muito a pena. Recomendo a todos que queiram conhecer mais alguns acontecimentos da nossa história e dessa forma, compreendermos os...

Inteligência das coisas cegas - Matheus Rocha

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Imagem: arquivo pessoal/2019 ROCHA, Matheus. Inteligência das coisas cegas . Garanhuns: u-Carbureto, 2015.   73 páginas  Conheci a escrita do Matheus através do canal Redemunhando (vejam lá no youtube), e como dito no vídeo, entrei em contato com o autor para adquirir seus livros. Esse foi o primeiro que li. Inteligência das coisas cegas tem 12 contos, sendo o último o que dá título ao livro. Com uma escrita que nos remete à Clarice Lispector e Caio Fernando Abreu, os contos apresentados retomam o nosso cotidiano e somos personagens dessa história. É impossível não nos vermos em cada um deles. A leitura fui fluída e degustada ao longo dos dias. Uma grata surpresa pra mim. Vou deixar aqui algumas passagens que marquei durante a leitura: "Íamos nos separando voluntariamente das pessoas, e cada passo em direção de nós mesmos." p.20 "Não era amor, não é e não será. Amor desumaniza. Era o que tinha que ser. E o que podia ser? Eu tinha que descobri...