domingo, 13 de dezembro de 2015

Do cotidiano...


imagem retirada da internet


Paisagens e/ou olhares nos fogem no cotidiano.

Dia desses andando pela rua voltando do trabalho, ouvi um som que parecia vir de um radinho a pilha.

Estranhei, pois há anos não escuto e/ou vejo esses aparelhos, pois com tanta "modernidade", não é comum vê-los, tampouco ouví-los. 

Para minha surpresa, o som emanava de um desses aparelhos, nas mãos de um senhor. Ele sentado na porta da sua casa, ouvia atentamente as notícias, no seu radinho a pilha.

Passei por ele, e então ele me dirigiu o olhar e disse: "Boa tarde!", e eu respondi:"Boa tarde!"

E lá se vão duas raridades que fogem do nosso cotidiano: o radinho a pilha e o cumprimento do fim de tarde entre desconhecidos.



Por Letícia Alves 

sábado, 21 de novembro de 2015

Surpreendente! Maurício Gomyde


Imagem retirada da internet

Não é o primeiro livro que adquiri do grande Maurício, mas também não sei qual é a ordem cronológica da sua obra até aqui, mas fiquei curiosa com a história e resolvi ler. Parei minhas leituras do doutorado e fui de encontro às aventuras de Pedro e seus amigos. Logo no início a epígrafe que abre o livro “Se você passar toda a vida sem fazer algo excepcional por alguém, viver não terá valido a pena”, já me chamou a atenção e anunciava o que pra mim é a linha condutora do livro: a amizade e o amor.

Quando amamos alguém e temos carinho e respeito por essa pessoa e por sua história, ganhamos o mundo e compartilhamos nossa vida, nossas angústias e nossas vitórias também, e claro, nossos segredos.

E com Pedro não é diferente, amante do cinema, ele vê na sétima arte sua forma mais pulsante de vida e de um olhar diferente sobre ela, paradoxal, em se tratando do problema de visão que Pedro tem.

Mas não é esse problema que vai afastar Pedro da sua paixão e do seu desejo de realizar seu feito, um filme. Sim, nosso personagem é um cineasta. E traz consigo a realização desse filme como uma missão em sua vida. Bom, nessa empreitada vai contar com seus amigos do peito, Cristal, Fit e Mayala. Vamos conhecer Pirenópolis em Goiás, viajar pelos sonhos dessa garotada e nos reconhecermos em Pedro, muita das vezes.
E nessa aventura, as surpresas do caminho, as desventuras vão nos levando para além do roteiro do filme de Pedro Diniz, e nos mostra que a vida nem sempre vai obedecer ao nosso script.

E no fim é Surpreendente!

Recomendo a leitura para quem não conhece a escrita de Maurício Gomyde e também convido a todos a ouvir a playlist do livro no Spotify.


Por Letícia Alves 

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Uma curva no tempo - Dani Atkins

Imagem retirada da internet


Já faz bem tempo que ando afastada da literatura, quando eu lia um ou dois livros por mês. Isso aconteceu devido ao meu ingresso no doutorado em 2013; de lá pra cá, me vi em meio às disciplinas obrigatórias, leituras acadêmicas, escrita de trabalhos e artigos para apresentação em eventos, exame de qualificação de projeto. E agora me encontro na fase em que preciso iniciar a análise dos dados coletados e então escrever a tese. 

Mas mesmo com toda essa movimentação, tem horas que é necessário se abstrair do mundo que está em volta e se desligar um pouco, e para isso, a literatura para mim, funciona muito.

E foi assim que passei alguns dias na companhia do livro "Uma curva do tempo" de autoria de Dani Atkins. A sinopse da contra capa nos conta um pouco da história, assim:

Duas histórias diferentes podem levar ao mesmo final feliz? Às vésperas de saírem da cidade para a faculdade, Rachel Wiltshire e seus amigos sofreram um terrível acidente. Durante o jantar de despedida do grupo, um carro desgovernado atravessou a vidraça do restaurante onde estavam. Rachel escapou por pouco... Na verdade, ela deve sua vida a Jimmy, seu melhor amigo, que se sacrificou para salvá-la. Cinco anos mais tarde, todos do grupo estão prestes a se reencontrar para o casamento de Sarah. Bem, quase todos. É com muita dificuldade que Rachel se convence a prestigiar a amiga, pois sabe que, para isso, terá de enfrentar os fantasmas do passado. Principalmente a culpa pela morte de Jimmy. Com a vida destroçada, o rosto desfigurado por uma grande cicatriz e sofrendo de constantes dores de cabeça em decorrência do acidente, Rachel se obriga a encarar os fatos e vai ao cemitério visitar pela primeira vez o túmulo do amigo. Ao chegar lá, sua dor se intensifica a tal ponto que ela acaba desmaiando. Quando acorda no hospital, Rachel fica surpresa: seu pai parece estar curado do câncer que o devastava, Jimmy está vivo e Matt – seu ex-namorado – alega ser seu noivo. Sem entender o que lhe aconteceu, Rachel tenta convencer a todos de que nada daquilo pode ser real, mas os médicos apenas a diagnosticam com amnésia. Desesperada por respostas, ­Rachel precisa primeiro decidir se vale a pena tentar voltar para a vida que conhecia e que, no fim das contas, era muito pior do que a que ela tem agora...

Nas 240 páginas que se segue, Rachel é a narradora que nos conduz pela sua história e de seus amigos. Confesso que romances do ponto de vista romântico dos personagens é uma leitura que não me atrai, mas mesmo tendo momentos de romance, não me pareceu piegas, então isso trouxe apenas elementos para o entrelaçamento da narrativa. Não é um dos melhores livros que li na vida, mas ele cumpre bem o seu papel.

Não vou fazer um resumo da história, por que acredito que já tenha muitas resenhas e resumos do livro por aí. Deixo aqui apenas a minha impressão de leitura.

Para mim foi uma leitura leve, com momento de humor, angústia e ao final uma lição de vida. Mesmo que em um primeiro momento seja clichê ou simplista o fato é que temos que pensar na seguinte questão:

Não deixe para amanhã a demonstração de amor à alguém, pois pode ser tarde demais.

De restante, recomendo a leitura para quem quer se distrair de forma leve e simples.

Por Letícia Alves 

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Para sempre Alice - Lisa Genova

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Poucos livros me encantam assim rapidamente. Para sempre Alice de Lisa Genova é um desses livros.

Geralmente ficamos com um pé atrás com livros que vão para a grande telona. Eu não tenho esse problema, pois trato como duas histórias diferentes. A do livro é uma e do filme outra. Mas sempre dou preferência para a leitura do livro, e depois vejo o filme (não é sempre que faço isso). E com Para sempre Alice, preferi ler o livro antes de ver o filme, apesar de gostar do trabalho da Juliane Moore. 

O livro é um romance não somente sobre o Alzheimer, mas sobre a fragilidade humana, a fraternidade e ao mesmo tempo de força.

A renomada professora e pesquisadora Alice Howland, que atua na área de linguística, é diagnosticada com o mal de Alzheimer de instalação precoce. Ainda no auge da carreira profissional e da idade, o diagnóstico chega e muda toda a sua vida, e de sua família. Ela é casada com John, também professor em Harvard e tem 3 filhos, dos quais, Lydia, a caçula, é a que mais tem conflitos e encontra-se distante da mãe.

Depois do diagnóstico e do avanço da doença, Lydia será peça principal na nova trajetória de Alice em seu novo "mundo". Uma história que comove, nos faz pensar na brevidade da vida, e na fragilidade do ser humano. Mas também nos ensina sobre amor, paciência, negação, força e superação.

Recomendo a leitura!


Por Letícia Alves 

domingo, 10 de maio de 2015

Mãe...







Uma palavra...
Três letras...
Um amor sem medida!
E para mim: uma saudade eterna!
Minha eterna gratidão por você, mamãe!



Por Letícia Alves 

terça-feira, 7 de abril de 2015






Hoje seria seu aniversário se cá estivesse!
Saudades imensas de você, mamãe!





Por Letícia Alves

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Abril...



Enfim, chegou Abril.

Um novo mês!

Mais 30 dias para escrever novas histórias, enfrentar outros desafios, repensar a rota, e também contemplar a vida, essa dádiva Divina.

Para mim, o mês de Abril também é especial, pois é o mês em que nasceu minha amada mãe (saudades eternas), se cá estivesse completaria nesse mês abençoado, 76 anos. Mas sei que lá no céu sempre haverá festas. Tempo de Páscoa também (assunto para outro post) e portanto, Renovação.

Então que Abril seja mais um tempo de oportunidades, colheita de frutos bons, e aprendizado sempre.

Bienvenue Avril!
Bem-vindo Abril!
Welcome April!
Willkommen April!



Por Letícia Alves

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Fevereiro...




Há tempos que as palavras desapareceram de mim.
As letras saltavam aos meus olhos, mas os dedos já não tinham mais a mesma vontade e velocidade de antes.
Os pensamentos voavam em várias direções, poderiam ilustrar várias linhas, mas nada vinha à mente.
Se há tempo para tudo, como diz em Eclesiastes, tenho passado pelo tempo do silêncio das palavras queridas.
O som do teclado não é mais o mesmo, porém, meus olhos brilham ao ler outras letras, outros escritos.
Realmente, há tempo para tudo, então, não vou me apressar.
Apenas retornei, com poucas palavras, para dizer, Olá, Fevereiro, seja bem-vindo!

E é tempo de recomeçar!


Por Letícia Alves