quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Fé...

Foto da internet
Como diz a Bíblia, "Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem." Hebreus 11:1

Não venho aqui discutir religião, ensinamentos e nem a crença de ninguém, apenas venho refletir sobre a fé, pois independente de religião e outras coisas, o ser humano tem fé.

Fé na vida,
Fé no amor,
Fé em um dia melhor, 
Fé em muita coisa.

O que me chama a atenção em um mundo de intolerância, violência, é pessoas afirmando que outro não tem fé, que o outro não vai ser salva, que o outro está no caminho errado. Eu prefiro respeitar as decisões de cada pessoa, e assim, posso seguir minha vida em paz, tanto com a minha consciência, como com o mundo no qual eu vivo.

Apontar as falhas do outro, julgá-lo sem ao menos conhecer a sua história, sua vida, é muito fácil. Pois eu parto da seguinte ideia: mesmo que eu conheça a história do outro, não vou julgá-lo, eu tenho que respeitá-lo, pois só assim posso exigir que me respeitem. Podemos errar e consertar o erro, através de arrependimento. 

Mas ainda existirão pessoas que apontaram seus dedos em sua direção, dizendo que você está errada, precisa mudar, senão virá o arrependimento tardio, e então será um desastre a sua vida.

Não! muito obrigada!

Eu prefiro continuar com a minha fé no Deus que eu acredito, e que eu não imponho a ninguém. E guardar os ensinamentos dos meus pais, pois acredito que foi o melhor para mim, e que se hoje sou um ser humano que respeita e não julga, foi devido à eles.

Siga o seu coração, siga a sua fé! Seja feliz, mesmo com suas lutas, pois eu tenho fé, também, que um dia elas cessarão.



Por Letícia Alves

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Alma cansada....

Fotografia: Juvio ER Oliveira

E ao andar por aí, contemplava os céus, a vegetação pelo caminho, pedrinhas eram chutadas, assim com displicência.

A vida não tinha tantas emoções, tudo estava cinza, cansativo, sem perspectivas para um futuro. Mas qual futuro?

Se o próprio futuro é incerto, que dirá, o dela. Não tinha cores vivas o presente, e então não vislumbrava outras partes da aquarela da vida.

O mundo continuava a girar. Pessoas com seus passos apressados, buzinas de automóveis, chaminés de indústrias continuavam a poluir o ar, os rios continuando seu curso, crianças correndo, sinal de trânsito piscando.

Mas para ela, era outro mundo, outra dimensão. Ela se sentia assim há bastante tempo, mas nos últimos dias tem se aflorado com mais intensidade, esse cansaço. Um cansaço de alma.

E assim segue, ao olhar para o céu e ver as nuvens e as estrelas, faz uma prece a Deus para que tudo se amenize, e esse cansaço, e essa dor diminuam ou desapareçam.


Por Letícia Alves

domingo, 19 de janeiro de 2014

A morte...



E a morte essa desconhecida, chegou espreitando em um dia claro, ensolarado, desses de verão.

Nem havia sombra dela. Mas quem diz que ela avisa?

Se bem que se formos pensar, ela dá indícios, pistas, uns poucos avisos, que para os desatentos sempre passará desapercebidos.

A morte é a única certeza que nós seres humanos temos nessa caminhada terrena, é algo que nos acompanha desde o primeiro indício de fomos gerados no útero materno.

Na verdade, não fazemos aniversários, não somamos dias à nossa existência, mas sim estamos em contagem regressiva, e subtraindo dias de nossa vida.

Assim, a cada dia, que sento ali, naquela escada, e contemplo os céus, sei que em algum lugar ou melhor, para algum lugar, nossa alma cansada de todas as mazelas terrenas vai descansar.


Ah, a morte, é algum que dá medo, mas também é fascinante.


Por Letícia Alves


sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Cartas para um pai - Janaína Rico


Cartas para um pai é um livro pequeno, 206 páginas, mas uma história envolvente, que te pega e quando você assusta já leu. 

É a história de Juliana, que depois de suas férias em João Pessoa, pensou que iria voltar pra casa, terminar a faculdade, mudar de emprego, ter muitas fotos e ótimas lembranças dos 30 dias na praia.

Mas não é bem o que acontece, Juliana volta grávida, e na mala, muitas dúvidas, angústias e toda a sorte de pensamentos que assolam a mente de uma mulher grávida. Agravando que Juliana é mãe solteira e a distância do papai do bebê a faz manter correspondência com ele através de cartas, mesmo em plena era tecnológica.

Cartas para um pai traz momentos divertidos, sérios, sem perder o foco em um assunto comum no mundo de hoje, a gravidez independente.

Você vai rir muito de Juliana e ao mesmo tempo sentir a angústia dele, pois uma gravidez é uma transformação não só do corpo da mulher, mas da vida toda, profissional, pessoal e familiar.


Meu exemplar autografado ;)

Uma boa leitura para distrair e também para pensar um pouco.

Para adquirir em formato e-book, clique aqui.

Para conhecer mais o trabalho de Janaína Rico, clique aqui.

Boa leitura!

Por Letícia Alves

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Reflexo...



Geralmente quando estamos diante do espelho vemos o nosso reflexo. Em um primeiro momento é ali, o seu rosto, as suas expressões, o seu olhar. Mas analisando mais profundamente, o espelho também pode refletir seu interior, a sua alma, digamos assim.

Mas e quando você se olha no espelho e não se reconhece?

Não digo a aparência física, mas sim o seu interior.

Parece que você está perdido dentro de si, e reflete isso no espelho.

Há uma vontade, um desejo de se reconhecer, de se ver como sempre foi.

E quando isso não acontece?

Há tristeza, pensamentos de como voltar a se ver...

E assim, continua-se perdido dentro de si e do espelho.


Por Letícia Alves 

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Conversas que tive comigo - Nelson Mandela



Eu comecei a ler esse livro em Julho de 2013. 

Sempre fui uma leitora que devora textos e que aprende com eles.
Mas confesso que os últimos anos da minha vida não tem sido fáceis; e mesmo com tanta coisa para administrar, tanto na vida pessoal quanto na vida profissional, e desde Maio de 2013, na vida acadêmica (eu ingressei no Doutorado, e então nos próximos anos, me desdobrarei entre artigos, aulas, palestras, reuniões de orientação, aulas, congressos e claro, o trabalho, pois vou continuar trabalhando e estudando), eu me recuso a não ler algum livro literário. 

É preciso desanuviar as ideias, e sei disso muito bem, pois quando eu estava no Mestrado, muitos links e ideias surgiram em meus momentos de ócio ou mesmo quando eu estava longe dos textos científicos. E foi assim que me debrucei na história de Nelson Mandela, contada por documentos, cartas, e através da sua narrativa.

Quando foi em Agosto de 2013, paralisei a leitura, e pensei em abandonar, não por não gostar da narrativa ou por não querer saber o que se passava, era mesmo aquele momento entre o leitor e o livro, em que é preciso ser honesto consigo mesmo e perceber se é hora de parar ou continuar.

E eu parei!

Nesses meses em que paralisei a leitura (no total de praticamente 4 meses, eu li outras histórias). E foi somente agora em Janeiro de 2014 que decidi retomar a leitura. E por incrível que possa parecer em 3 dias finalizei o livro (claro que estar em mês de férias de aulas e trabalho me ajudou).

Ao fim da leitura pude perceber que eu estava certa desde o início, que eu ia gostar da história, me encantar com a escrita e também me entristecer com cada passo narrado por Mandela e pelos colaboradores que organizaram os documentos e tudo o que está no livro.

Sem conhecer profundamente a vida de Mandela, posso dizer que o livro o trouxe para mais perto de mim, de forma que fosse uma pessoa bem conhecida, como um colega de trabalho ou aquele conhecido que pego o mesmo ônibus que você todos os dias e no mesmo horário.

Foi uma experiência agradável essa leitura e saí desse livro mais pensativa sobre tudo e todos!

Recomendo a leitura!

Por Letícia Alves

domingo, 12 de janeiro de 2014

Cabra Cega - Sheila Ribeiro Mendonça

Uma noite de insônia pode ser a perdição de muita gente, principalmente para aqueles que a tem todos os dias. O que não é o meu caso! Mas nessa madrugada especialmente, a dona insônia veio me fazer companhia, juntamente com um calor daqueles (o nosso querido Janeiro). Foi então que pensei: rolar pela cama, olhar para o teto, ver o visor do celular passando os minutos, e inclusive as horas em uma velocidade que faria inveja ao The Flash. Pois bem, tratei de ter uma noite de insônia produtiva, peguei o celular e fui ler Cabra Cega. 

Eu tenho a versão impressa, autografada pela autora,e que já vai chegar repaginado em breve, em uma nova edição, a simpática Sheila (nem a conheço ainda pessoalmente, apesar de ter ficado bem próxima à ela, lá em 2011, quando passei férias no Rio de Janeiro). Porém, no quarto e em plena insônia, lancei mão da modernidade, e fui ler a versão em e-book que você pode adquirir na Amazon.

Meu livro :)



Olha a dedicatória e o autógrafo ;)

Sinopse:

Clara e Gustavo se conhecem em um clube de Curitiba quando ela estava pensando em viajar, antes de começar a faculdade, e então se apaixonam e casam. Assim, a vida de Clara muda rapidamente. A mudança é radical, pois Gustavo se revela um homem agressivo, ciumento, possessivo, violento, ardiloso e perspicaz, com isso transformando a vida dela numa constante surpresa e esconde-esconde. Não somente de comportamentos, como também de cidades. Com o intuito de não criar laços com ninguém e, principalmente, de não deixar que a família de Clara saiba onde ela está, você vai acompanhar Cabra Cega sem ter a certeza de até quando aquela cidade fará parte dos planos de Gustavo. Em Cabra Cega acompanhamos os escondidos.


A história é sobre Clara e Gustavo, um casal que se conhece em um clube e desse encontro surge um romance, até aí tudo bem, isso acontece todos os dias nos quatro cantos do mundo. Assim como também o que a protagonista sofre: a violência doméstica.

Para mim, foi uma grata surpresa, o texto de Sheila, de forma clara e bem estruturado, o texto nos leva a cada linha, a querer saber mais e mais do desenrolar dos fatos, e claro, na torcida por Clara.

Algo que acontece diariamente e que nos serve de alerta para que não vem a acontecer conosco ou com nossos entes queridos. É preciso dizer NÃO e seguir em frente.

Foi uma noite de insônia bem produtivo, li o texto em duas horas, e recomendo para homens, mulheres, a fim de provocar novas reflexões em um tema tão sério e recorrente em todos os noticiários.

Parabéns, Sheila, pelo texto! 

Por Letícia Alves



quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Amores Complicados - Lilian Reis


Amores Complicados é a continuação do livro Eu, meu pai e meus outros amores da Lilian Reis, cuja resenha você pode ler aqui.

Como disse na resenha do primeiro livro, eu terminei a leitura ansiosa para saber da continuação da história de Jade e de seus tantos amores. E no texto de sequência, Lilian nos faz recordar um pouco da história e de onde havíamos parado. Isso foi um ponto positivo para as pessoas que já tinham lido o livro há mais tempo, no meu caso, não foi preciso, pois eu já tinha terminado a primeira parte bem perto do lançamento de Amores Complicados na Amazon.

Mas vamos lá!

A sinopse do livro é a seguinte: 


E, se você se visse cercado de interrogações sobre “Essa coisa de amor”?
Um dia Jade desejou ardentemente um amor que a consumisse. E, após tantos eventos trágicos, seu desejo se realizou, e, ela, finalmente, se rendeu à paixão e viveu dias inesquecíveis, junto de seus amores. Entretanto, logo nos primeiros dias do ano novo, sentada à varanda com seu diário na mão – entediada -, pensa em sua vida... Em como tudo mudou em tão pouco tempo... Já não tem mais, tanta alegria dentro de si, porque Duke, o motivo de suas risadas, fora para o Rio de Janeiro, em busca de seu “possível amor que viria de longe”, embora nutrisse um amor desenfreado - platônico por ela... E, para piorar, Fred, começa a pisar na bola. Jade sente que seu relacionamento está vulnerável por “N” motivos e conclui que sua vida não é aquele “mar de rosas” que idealizou. Por fim, teme que ela e Fred não se entendam... No Rio, Melissa não se importa com Duke e o despreza, apesar de estar apaixonada por ele. Enquanto Duke tenta se adaptar, ELA – irresponsável -, é incapaz de aceitar a vida como ela é e assumir seus erros, por isso, mete os pés pelas mãos e se vê em encrencas - muitas encrencas...
Nessa sequência eletrizante e hilária, de “Eu, meu pai e meus outros amores”, nossos personagens descobrem que a vida pode ser difícil. Que o amor é complicado, mas não dá para fugir dele..
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Minhas impressões

A vida dá voltas como dizem o ditado popular, e com Jade e todos seus amores não foi diferente. Através de reviravoltas, tristezas, alegrias, escolhas, a vida vai nos ensinando um passo de cada vez o nosso caminho. Mas o que mais me chamou a atenção nos textos da Lilian foi a capacidade de contar uma história que pode acontecer com qualquer um de nós, e que o fio condutor das ações dos personagens é a fé.

Não uma fé em homens ou ídolos, mas a fé que transcende ao entendimento, á uma força maior que nós seres humanos e que nos leva a persistir no que acreditamos.

Com pitadas de humor, linguagem próxima de jovens e adultos, o texto ao mesmo tempo que é leve, nos faz refletir mais uma vez sobre nossa caminhada terrena, nossa fé, nossos amores, nossas amizades, a nossa vida. 

Dessa forma, sem ser piegas ou de forma fanática, a fé é presente nos textos da Lilian de forma a nos levar sempre a refletir sobre nosso comportamento e o que queremos para cada um de nós e também para aqueles que amamos.

Recomendo a leitura!

Para conhecer o trabalho da Lilian, acessem o site: http://www.lilianreis.com.br/ 

A autora é bem próxima de nós os leitores e responde com carinho todas as críticas, sugestões e elogios.

Vamos valorizar os nossos novos escritores!


Por Letícia Alves

(In)segurança...



Tudo que é desconhecido causa medo, desconforto e insegurança.

O bebê quando nasce chora, pois sai de um ambiente e uma realidade conhecida para uma nova; onde tudo é novo, desconhecido, portanto, inseguro.
Mas seguro pelas mãos dos médicos e depois junto ao coração da mãe, o bebê pára de chorar e se sente acalentado. Dessa forma, está protegido, seguro, o novo ambiente já começa a lhe parecer familiar, instaura-se um sentimento de confiança e segurança antes aquelas pessoas que ali estão.

Assim como o nascimento, a morte é algo desconhecido, e portanto, gera medo, desconforto e insegurança. Mas a partir do momento em que nos despimos de toda a expectativa que cerca o desconhecido, tudo se dissipa e vivemos a cada dia melhor.

Mas diante de duas situações que a cada uma a seu modo nos remete a questão da (in)segurança, o que pensar?

E ela pensava que estava perdida em um deserto sem fim, e que a cada dia, o oásis parecia distante, distante...



Por Letícia Alves