terça-feira, 31 de dezembro de 2013

O meu ano novo...



Muito se fala em Ano Novo, mas está correto, levando-se em consideração o calendário humano. Mas há muito tempo eu penso que o ano novo não existe!

Calma!

Não tentarei esvaziar as ceias fartas, os brindes e todos as felicitações. Sendo essas últimas vindas de gente que você nunca viu, e, principalmente, daquelas pessoas falsas que durante o ano nem se importavam com você, e de repente se tornam tão cristãs e verdadeiras.

Mas o ano novo não existe!

O que existe é a nossa vontade diária de mudar, de ser feliz, de estar junto a quem se ama, e o mais importante, permanecer com caráter em quaisquer circunstâncias que a vida nos apresente!

E vou assim, seguindo minha vida a cada dia como se fosse o ano novo. 

O meu ano novo!


Por Letícia Alves


quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Ela só queria...


Ela observava seu sono,
Por vezes agitado, outras vezes tranquilo,
Reflexos inconscientes de sua história.
Sim, cada um tem essa história, consciente e inconsciente.


Ela só queria levar um pouco de paz, tranquilidade, saúde emocional.

Ela só queria que as turbulências, o medo, tudo se dissipasse.

Ela só queria que cada dia fosse pleno.
Pleno de sorrisos sinceros, abraços fortes, caminho firme a seguir.


Ela só queria não se perder mais,
Ela só queria recuperar a felicidade e a alegria de viver.
Ela só queria que o sono dele fosse constantemente tranquilo, suave, sem as turbulências daquela história inconsciente.

Ela só queria...

Por Letícia Alves

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Os dias que passam...



Quando eu era menina, sabia que a vida não seria fácil. A vida não é fácil para ninguém.
Mas eu tinha sonhos, expectativas, acreditava que o mundo poderia ser diferente. Eu vi isso tudo ou melhor, pensava nisso tudo, sentada nas arquibancadas da quadra de esportes da escola, balançando meus pezinhos com botas ortopédicas.

Usar botas na infância até a adolescência, me fez ser alguém introspectivo, e por consequência, não muito falante.

Sempre pensativa, o mundo era cinza para mim, e não mudou muito a cor, ao longo desses anos.

O mundo me ensinou que tudo viria na via mais difícil, mas mesmo assim não desisti. Entre acertos e erros, eu fui empurrando todas as pedras que apareceram e teimavam em me atrapalhar, assim o fiz, mas com dignidade e sem atropelar ninguém ou magoar.

É, ser adulto não é fácil. Era mais fácil ser criança, onde os joelhos ralados eram mais fáceis de curar do que coração ferido. Mas é preciso vivenciar diversas experiências, primeiro, por fazer parte da vida, e como dizem por aí, faz parte do nosso crescimento e maturidade. Será?

Olho para trás e por vezes não me vejo tão diferente assim da menina sentada nas arquibancadas da quadra de esportes da escola, balançando os pezinhos com botas ortopédicas. Eu apenas cresci (não muito), e tenho mais números na idade do que naquela época.

Hoje em dia, meus joelhos não estão ralados (apesar de doerem às vezes), mas percebo que meu coração por vezes fica ferido.

É tão difícil curar um coração...

Por Letícia Alves

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Eu, meu pai e meus outros amores - Lilian Reis


Sinopse: Há coisas na vida que acontecem e a pessoa se revolta, fica com raiva de tudo e de todos, contudo, Jade teve que aprender da maneira mais dura, que o mundinho no qual ela vivia era fútil, uma imensa bola cheia de nada. Para Jade, tudo que importava era sua mãe, padrasto e amiga. 

O pai era um sonho inalcançável, uma figura por quem Jade nutria “sentimentos incompreensíveis”. Ela acreditava que aquela vida de badalações, academia de dança, luais, e festas eram tudo de bom, e para o qual valia a pena viver. O resto era descartável. Entretanto, Jade fora inserida “contra sua vontade”, em outro mundo. Um lugar completamente sem valor para ela. 

As pessoas pouco lhe interessavam e tampouco ela acreditava que eles se interessassem por ela. Para ela, uma garota da cidade grande, o que importava eram as coisas que ela podia fazer e a maneira como se divertia, e amava apenas essas pessoas que eram seu ”tudo”...

Uma história cheia de emoções, conflitos, dúvidas e descobertas, que tem um enredo gostoso, uma linguagem jovem e engraçada. Prepare-se para conhecer o outro lado do mundo de Jade. Uma adolescente quase adulta, que se mostrou rebelde e marrenta. Será que Jade aprenderá com seus erros a ser uma pessoa melhor? 

O livro aborda vários temas importantes, dentre eles a primeira transa, a amizade, e os sentimentos de um modo geral. Contudo, a abordagem principal é o amor de Jade por seu pai. Um homem do interior, que conviveu com sua filha apenas nos primeiros anos de vida, mas que a marcou muito. Para ela, o pai foi seu herói, aquele que a acudia dos pesadelos e dos seus medos. Todavia, a imagem deixada por ele apagou-se pelo fato de ele não ser um pai presente. A vida de Jade deu outra guinada após uma tragédia, que a obrigou a viver outra realidade..



Lilian Reis e eu no lançamento do seu livro: Eu, meu pai e meus outros amores. Em Março de 2013

Minhas impressões

E comecei a leitura de forma despretensiosa e não imaginava que iria ser cativada pela narrativa e por seus personagens.

Eu, meu pai e meus outros amores é uma história leve, mas densa ao mesmo tempo, quando trata das relações entre família, amigos e a vida.

Somos postos à prova em todos os momentos de nossa existência terrena, dores virão, alegrias, surpresas, boas ou ruins, tudo isso faz parte das nossas vidas.
E foi nesse turbilhão de acontecimentos que encontraremos Jade. Uma menina cheia de vida e sonhos, ao lado da sua mãe e do padrasto. Uma relação complicada com o pai que vive no interior. Mas um grande acontecimento na vida de Jade, transforma tudo o que a menina de olhos verdes sonhava para si. 

É nesse clima que há o desenrolar de histórias paralelas, e que vão apontar sempre pra Jade e sua relação com o amor. Seja ele, filial, ágape ou eros. Uma história de perdão, recomeços, e de novas histórias.

Lilian consegue com sua escrita clara e leve tratar de uma história com tantos sentimentos e emoções que as personagens travam.

Terminei a leitura em poucos dias e a autora deixou um quê de continuação, que para minha surpresa, foi lançado esses dias em formato digital na Amazon, e a versão impressa sairá no próximo ano.

Recomendo a leitura! Para refletir, analisarmos nossas vidas e seguir adiante sem nunca perder a fé.

Boa leitura a todos!

domingo, 1 de dezembro de 2013

Despertar?

Imagem da internet


Mas o que é acordar?
Seria o mesmo que despertar?
Não sei.
Apesar de gostar muito de dicionários.
Eles sempre me remetem a distâncias longínquas e ao mesmo tempo me faz pensar em cada letra, cada som, cada significado.


Eu paro e penso,
Estou acordada?
Estou em um sonho?
Um pesadelo?


O real e o irreal se confundem nessa vida tão desatinada...


Por Letícia Alves