quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Infância...

É sempre bom lembrar dos nossos momentos de infância, onde tudo era colorido, e as preocupações eram mínimas. Não é nostalgia, mas lembranças felizes de uma época tão bela e inocente.

Eu fiz esse caminho, depois de 27 anos de saída da minha escola primária, fui até lá e visitei um espaço muito querido para mim: a biblioteca.

Percorri alguns espaços do pátio da escola e perto da cantina, tudo tão igual, e as paredes todas pintadas. Lembrei dos meus momentos na escola, a fila para a merenda, e as filas de entrada, em que todos os dias antes da aula, cantávamos o Hino Nacional Brasileiro e rezávamos o Pai Nosso.

Sim, éramos crianças felizes, e não lembro-me do racismo, nem da intolerância religiosa, e a disciplina e educação eram em outros patamares. Senti-me saudosa e feliz por ter tido esse tipo de educação que contribuiu para a formação do adulto que hoje sou.

Foi lá na Biblioteca Cecília Meireles que li meu primeiro livro completo, As Reinações de Narizinho, e assim, iniciava minha vida literária, e talvez, inconscientemente, já escolhia minha profissão: bibliotecária.

A foto da Cecília Meireles na mesma parede, a qual eu  me recordava
Novembro de 2012

A Emília junto à coleção de Monteiro Lobato, o primeiro escritor da minha vida.
Novembro de 2012

Outra Emília e a coleção de Monteiro Lobato
Novembro de 2012

Monteiro Lobato e outros autores me foram apresentados nesse espaço que para mim foi e pude perceber que ainda é mágico. Lembro-me dos dias em que ouvíamos as histórias em discos de vinil na vitrolinha da biblioteca, era tudo tão lúdico e feliz, principalmente, as histórias de Natal no fim do ano.

Foi muito bom fazer o caminho de volta, e assim, perceber que a minha paixão pelos livros e pela leitura ainda permanecem vivos e fortes e tão emocionantes como há mais de 20 anos.


Por Letícia Alves

sábado, 24 de novembro de 2012

Vida...



A vida te prega surpresas, as mais diversas.
Boas e ruins.
É preciso estar atento e realizado.
Para superar essas surpresas que são ruins, e realizado para viver plenamente as boas.

É, quando somos crianças, imaginamos tantas coisas...
E depois, quando nos tornamos adultos, percebemos, que as coisas são bem diferentes.


Quem diria...

Mas é assim, a vida segue, rumos diversos, caminhos inimagináveis, e é preciso se adaptar...


Por Letícia Alves

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Emoções...

É difícil descrever emoções.

O prazer e a felicidade estão em vivê-las.

Tantas coisas, sejam grandes ou pequenas, podem nos emocionar.
Ano passado, me senti tão bem, e em outro mundo, outra dimensão ao assistir pela primeira vez na minha vida, uma ópera. Foi La Bohème. Muito linda e emocionante, sai do teatro flutuando com a beleza dos cantores, e ao mesmo tempo, triste pela história, mas emoção é isso.





Ver O Quebra Nozes foi mais uma emoção, um ballet lindo, emocionante, singelo e que nos remete à outra época, me senti em pleno século 19. Pensar que as pessoas iam ao teatro ver ballet, ouvir música, ou mesmo, quando haviam apresentações ao ar livre, isso me transportou para além do tempo.



Emoção ímpar, pois antes do Quebra Nozes, eu tenho lembrança da música, objeto primeiro que tive contato ainda na infância.

Orquestra Sinfônica de Berlin Quebra-Nozes - Valsa Das Flores



Não consigo descrever, apenas fecho os olhos e ainda vejo os rodopios dos bailarinos, e a graça das pontas das sapatilhas, e ouço o farfalhar das saias das bailarinas no ar, e o pé dos bailarinos tocando o chão.


Deus está nas artes, na música, no dom concedido às esses seres especiais, que amam o que fazem, e a gente vê isso estampado nos seus rostos, independente das dores dos ensaios e de todas as dificuldades.


Brindemos à vida! Brindemos à música, à dança! Brindemos à Deus!


Por Letícia Alves


segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Um colar.... um amor...




Nunca tinha lido nada de Alexandre Dumas, mesmo sendo um autor considerado clássico e mundialmente conhecido. Porém, eu ainda sigo aquela máxima que cada momento tem seu livro, e que o livro nos escolhe.

E foi assim que comecei a leitura d'O Colar de Veludo. Queria ler algo diferente e que podia carregar comigo para onde fosse, e que me fizesse distrair das outras leituras densas que estão comigo. E acertei. É um livro de leitura fácil e de um golpe só, e você chega assim ao final da história, fechando a capa e falando assim Ahhhhhhh! pelo menos esse foi meu sentimento. Mas um sentimento feliz ao fim das linhas de Dumas.

Um pequeno trecho me chamou atenção, pois me vi nele, e acho que a grande maioria dos leitores ávidos também se reconhecerão.

Eis,

"Falamos dos defeitos de Nodier: seu defeito predominante, pelo menos para a senhora Nodier, era sua mania de livros; esse defeito, que era a felicidade para Nodier, era o desespero de sua mulher. Por que com todo o dinheiro que Nodier ganhava, ele comprava livros. Quantas vezes Nodier que saía para buscar duzentos ou trezentos francos absolutamente necessários para a casa, voltava com um volume raro, um exemplar único." página 177

Quando li esse trecho, vi que eu também tenho esse defeito do Nodier, que Dumas descreve de forma tão singela, que nem tem como ficar brava com Nodier por comprar livros e livros.


Bem, não vou falar muito mais, mas vale a leitura.

Recomendo!

Por Letícia Alves

domingo, 18 de novembro de 2012

Deserto...




"O deserto desvenda a verdade da condição humana, reduzindo o homem ao essencial, às necessidades elementares. Na espoliação do deserto o homem é reduzido a "ser" o próprio corpo: aí nos conhecemos mais do que nunca como "ser humano em um corpo". O deserto é, então, o lugar espiritual onde, antes de tudo, revemos nossa relação com nosso corpo e com o que lhe está estreitamente ligado: a comida que o alimenta, o vestido que o abriga, o sono que lhe dá repouso..."


Retirei esse trecho daqui e independente da crença das pessoas, eu penso que essas palavras traduzem muito do que sentimos e vivemos em determinados momentos de nossa existência aqui na Terra.

Então, passemos pelos desertos e sejamos melhores a cada recomeço.



Por Letícia Alves

domingo, 11 de novembro de 2012

Pensando alto...



Sim, o problema tem o tamanho da importância que você dá a ele.

Mas é indiscutível que ao se inverter valores e princípios tudo fica nebuloso.

O certo é errado, e o errado torna-se comum, natural e o tal do "nada a ver" paira sobre a cabeça de vento de quem acredita que há esse mundo cor de rosa.

Eu nunca gostei de rosa, coisas de vidas passadas? Não sei. Só sei que vendedor de tênis que chegar pra mim com um modelo ultra feminino e super rosa, me ouvirá dizendo: "Não há nada menos chamativo? Algo discreto?"

É, e dessa forma, poderia haver um tal de "nada a ver" você não gostar de rosa, todas as mulheres gostam.

Tá! mas tem tudo a ver, quando há uma inversão de valores, onde a confiança se esvai, e as relações se estremecem. Pois nada será como antes?

Tudo a ver com a vida, não é?


Por Letícia Alves

sábado, 10 de novembro de 2012

Lotte & Zweig




Lotte e Zweig é um daqueles livros que você lê rapidamente. Não por que seja ruim, mas pelo contrário, você fica ansioso por saber o desfecho da narrativa, apesar do final da história ser conhecida mundialmente.


Com uma escrita clara e uma narrativa envolvente, Deonísio da Silva, prende o leitor desde a primeira letra até a última.


Reconstituição da história e narrativa ficcional se misturam e formam um texto claro, limpo e inteligente, demonstrando assim o talento de escritor/professor/pesquisador de Deonísio.


Vale a pena a leitura, e claro, ler também as obras de Zweig, a qual eu li 24 horas na vida de uma mulher e também recomendo!



Boa leitura a todos!

Por Letícia Alves

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Tempo e nostalgia...


E o tempo passa assim: meio devagar, meio depressa. Depende muito do nosso estado de alma, pois o calendário e o relógio costumam ser os mesmos (não vou discutir a interferência humana no tempo).

Você olha para trás, e sente aquela pontinha de nostalgia, de algo bom e que em determinado contexto aqueceu seu coração. Você consegue até ouvir os sons de risadas saborosas e respirações ritmadas com o pulsar do coração.

Mas de repente, você olha em frente, e vê que seguindo os passos deixados para trás, em algum outro momento, haverá um tempo em que seu coração vai se aquecer novamente.


Por Letícia Alves

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Vida (ir)real...



E um dia você desperta, e percebe que tudo aquilo não foi um sonho.

É vida real.

Que a dor, e a insegurança são verdadeiros, e bem latentes, que não haverá o colo para você voltar, quando sair lá do mundo e voltar para o seu lar.

Você percebe que está um pouco desamparado fisicamente, por que espiritualmente jamais estará.

Você se dá conta que não sabe resolver muitas coisas, apesar ter uma certa idade e maturidade, pois, você ainda precisa de um guia.

Chega à conclusão que o tempo é o melhor remédio, e ao mesmo tempo sabe que não é um sonho, e não é um pesadelo, é vida (ir) real...



Por Letícia Alves

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Folhas em branco...



E mais uma vez, Deus nos concedeu mais 30 folhas em branco para escrevermos novas histórias.

Bem-vindo Novembro! Que tudo seja feliz e renovador sempre.


Por Letícia Alves

Ser Clara...

Bem, hoje eu vou falar de um livro que acabei de ler, e foi em poucos dias. Ele se chama Ser Clara e foi escrito pela Janaína Rico. Conheci o livro e a autora nessas andanças de internet, Facebook e Twitter principalmente, pois são as plataformas que mais uso. Agora vamos às minhas impressões sobre a leitura, mas antes vou deixar aqui a sinopse que vem no próprio livro, e assim, contextualizo minha opinião.



Sinopse

Clara é uma jovem brasiliense, de 27 anos, que está envolvida com os preparativos do casamento de sua melhor amiga, Laura. Durante a festa conhece um médico rico e famoso, o homem dos sonhos de qualquer mulher. Porém, acaba se envolvendo com um colega de adolescência. Mal sabe ela os obstáculos que viverá pela frente, tais como uma sogra desesperada e até mesmo tentativas de assassinato, até que consiga decidir o que quer da vida. Trata-se de um livro de linguagem simples e atual, que descreve o cotidiano, os sonhos e as aventuras de uma mulher vivendo entre a realização de uma vida independente e o desejo de conhecer e viver um grande amor. Clara, Laura, João Thomas, Léo são personagens que encontramos em nosso dia a dia, no trabalho, nos bares, nas festas. Um passeio pelos desejos e sonhos do imaginário feminino.



Agora vamos à minha opinião sobre a leitura. Confesso que tenho certa preguiça e talvez até preconceito com livros do tipo Chick-lit, até por que, não é meu tipo de literatura, apesar de ter gostado de assistir os filmes da Bridget Jones (que por sinal foi o único filme desse gênero que eu vi). Minha primeira tentativa de ler algo do gênero foi com o livro Melancia, da Marian Keyes, comecei a ler emprestado na época e abandonei por volta da página 50 - se me lembro bem. Bom, e por que eu resolvi ler o Ser Clara? Primeiro, por que todo mundo estava falando do livro no twitter, e também através da Bia do blog Apaixonadas por livros, e posteriormente, comecei a seguir o Twitter da Janaína Rico (ela interage bastante nesses espaços, ponto para a autora nesse quesito); segundo, é uma autora jovem e brasileira, e eu penso que devemos sim estimular novos escritores - mesmo que eu goste de ler os clássicos e literatura estrangeira - e terceiro, para me dar uma chance nesse gênero literário e por curiosidade também. Então lá fui eu comprar o livro diretamente da autora, pois eu quero um autógrafo, não é? O que de prontamente aconteceu.




Geralmente, alterno leituras densas com leituras leves, e foi nesse momento que comecei a ler o Ser Clara, depois da leitura de Quando Nietzsche chorou. Li Ser Clara em uma semana, pois tinha outros afazeres, mas confesso que foi uma leitura agradável, divertida, leve e bem humorada. Com personagens que podemos conhecer em qualquer lugar, e o mais importante, sendo ambientado no nosso país, você se reconhece em alguns momentos e também reconhecer lugares e marcas comerciais. Ponto para a autora. Confesso que não imaginava que a história fosse fluir assim, e que eu terminaria a leitura satisfeita com o entretenimento que me proporcionou.

Parabéns pelo livro, Janaína Rico, desejo sucesso e muitos livros pela frente.

Obrigada por compartilhar suas ideias e seus sonhos, os materializando em livros.


Por Letícia Alves