quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Há amor em mim...



O amor é leve...
Tranquilo...
Forte...


Nos transforma...
Nos ensina...
Nos faz seres melhores.


Quem nunca amou?


De alguma forma todos nós...
Há amor em todos nós...
E há amor em mim...




Cultivo um amor eterno,
Forte e profundo...
Sem amarras,
Sem cobranças...
Terno e puro.


Saudoso também.


Um amor que me fez ser o que sou.
Um amor que me acollheu.




Um amor que me ajudou a vencer barreiras.
Um amor que nunca vai acabar.




E então há amor em mim,
Guardado no meu peito, 
A sete chaves,
Jamais sairá.


O amor que há em mim,
São por três pessoas que são muito importantes pra mim: Deus, Meu Pai e Minha Mãe.


Hoje estão todos juntos,
E eu jamais os esquecerei,
Pois são os únicos seres que me amam e me amaram sem nenhuma restrição...




Esse amor é o que há em mim!


Por Letícia Alves


*Este post faz parte da Blogagem Coletiva - Há amor em mim - em comemoração ao terceiro aniversário do blog da Elaine Gaspareto - Um pouco de mim

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Primaveras...




"Aprendi com a primavera; a deixar-me cortar e voltar sempre inteira." - Cecília Meireles



Ah! aprender!


Verbo que conjugo a cada dia, desde que me levanto. Um dia de cada vez e assim seguimos por dias, semanas, meses e anos. A cada estação a esperança e a vida se renovam, com a energia tão peculiar e grandiosa da natureza.
Fico a pensar em coisas por vezes triviais e ao mesmo tempo extraordinárias, e por isso lembrei-me de algumas conversas que tinha com minha mãe.


Quando ela se sentava comigo no jardim, ficava tempos e tempos olhando as plantas, as flores e as árvores, de repente pegava uma folha qualquer caída ao seu lado e dizia: "Olha como são perfeitas. Cada folha é diferente da outra em todo o mundo, e entre as folhas da mesma planta. Olha cada nervura, é bem diferente, e as cores? Deus é bom e perfeito, e criou cada folha de forma única."


Essas frases que mamãe falava comigo, sempre me fazem lembrar da grandiosidade da natureza e de que como Deus é perfeito em sua infinita bondade.


Que a Primavera nos traga novas sensações, novas cores, novos aromas....





terça-feira, 20 de setembro de 2011

20 anos são 20 dias?




20 anos são 20 dias?

Dependendo da intensidade sim, mas no caso desse excelente texto, pode ser que sim ou que não.
O fato norteador da linha narrativa é o passar de 20 anos na perspectiva de uma data especial: 15 de Julho. E quem não tem uma data especial? Todos nós, não é mesmo?

Navegando pela internet me deparei com a capa desse livro por umas duas vezes, mas foi a partir da excelente resenha da minha querida amiga Ladyce que eu me aventurei no texto. E em um belo dia com a desculpa de almoçar no shopping antes de ir para o trabalho, passei por uma livraria e ele estava lá, imponente, exposto, só me esperando.

E foi assim que comecei a leitura, de forma tranqüila e divertida, por que em alguns momentos você vai rir das besteiras de Dexter e Emma (personagens centrais da narrativa). E ao percorrer duas décadas na vida dos dois, você vai se pegar pensando se isso já aconteceu com você ou com alguém que você conhece. Isso é vida!

Vida retratada cotidianamente por David Nicholls de forma muito bem composta que nos leva a pensar sobre nossas próprias vidas, nossas escolhas e tudo que advém do caminho que percorremos.

Não é uma história de amor simplesmente – de água com açúcar – onde os personagens são lindos e bem resolvidos e a gente já sabe o final. É uma história de amor sim, mas real, com seus percalços, suas alegrias, tristezas, pitadas de amor sutis, mas tudo dentro da nossa realidade cotidiana. Por isso, você se enxergará na história ou provavelmente conhece alguém que tem uma história parecida.

Depois de terminar o texto fiquei com uma sensação de vazio, um buraco enorme no peito, um soco no estômago. Por conta de toda a escrita e também por eu ter uma história de 20 anos.

Enfim, te pergunto: 20 anos são 20 dias?

Recomendo fortemente a leitura, um dos melhores livros que li nos últimos tempos!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Para que servem os dias?





Para que servem os dias?
Dias são onde vivemos.
Eles vêm, nos acordam
Um depois do outro.
Servem para a gente ser feliz:
Onde podemos viver senão neles?


Ah, resolver essa questão
Faz o padre e o médico
Em seus longos paletós
Perderem seu trabalho.

Philip Larkin, “Days”

domingo, 18 de setembro de 2011

Esmaltes e música...

E essa semana a blogagem coletiva lá na Fernanda Reali é sobre Esmaltes e Música. Para nós que somos seres musicais, fica difícil escolher uma música só. Cada momento pede uma música, e cada música um momento.
Estou usando o Charminho Lilás da Coleção Penélope Charmosa da Risqué.






Então além da fotografia, deixo uma das muitas músicas que gosto.
É só apertar o play!

Até a próxima!



Et si tu n'existe pas

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Infância...


Tantas coisas nos remete à nossa infância e é difícil quantificar. Mas no passar dos dias deparamos com pequenas coisas, gestos, sons, cores e sabores que tem o dom de nos transportar para um tempo tão distante às vezes e muito importante: a infância.
Sim, a infância é uma fase tão importante da vida, pois após ela é que somos o que somos agora.
Tenho boas lembranças da minha infância, mesmo não sendo em alguns momentos muito alegres (aqui por exemplo), mas hoje eu conto um pedacinho feliz dela.
Na casa em que eu fui criada (saí de lá em 2007), no nosso quintal tinha horta, galinheiro e árvores frutíferas (bananeira, goiabeira, acerola, mangueira e o famoso pé de ameixa).
O pé de ameixa era o que eu mais gostava, por que era muito fácil pegar os frutos, quando ele estava carregadinho, os seus galhos davam pra cima do muro e próximo à escada que ia para o quintal. Resultado: era só chegar na escada e pegar todas as ameixas que estavam próximas (aí meus irmãos tinham que pegar os outros com mais dificuldade e com uma vara hehehe), sim eu era espertinha.

Passando ontem no sacolão, eu me deparo com uma bandeja escrito Néspera, mas quando bati o olho, pensei: "Ué, mas essa é a ameixa que tinha lá em casa.", sim tem outro nome.
E ao comer os frutos, tudo voltou à minha mente: saudades do meu quintal, mas muito mais dos meus pais. Pois minha mãe sempre falava: "Não coma antes do almoço pra não estragar o apetite". Cuidados que jamais vou esquecer.

Lembranças latentes e saudades eternas de vocês!



segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Balé de estrelas...




As estrelas no céu brilhavam fortemente,
O céu era palco daquela dança primorosa entre estrelas, nuvens, os raios luminosos...
Olhava para o céu com a nítida sensação de já ter estado lá...
Será?

Dias que passam,
Sol,
Estrelas,
Ventos...

As árvores dançam se inspirando no balé noturno das estrelas...
Os ventos seguem sua direção...
E a vida se renova a cada amanhecer...


Cores,
Sabores,
Sons, 
A luz que irradia...


E no seu sorriso,
Eu apenas olho e me distraio,
Feliz,
Realizada,
Plena.

A vida...


Por Letícia Alves

 

Le Roi Soleil - Mon Essentiel



domingo, 11 de setembro de 2011

Esmaltes e fotografia...

E como não podíamos esquecer, toda semana tem blogagem muito divertida lá no blog da Fernanda Reali. O tema dessa semana é Esmaltes e Fotografia. E cá estou eu.
Escolhi o esmalte Gilda da Impala e a fotografia é um momento especial pra mim: minha graduação em Biblioteconomia na UFMG em 2005 e o abraço terno da minha mãe que já se foi.











Vamos participar? Fiquem de olho toda semana lá no blog da Fernanda. 

Até mais!

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Ecos III ...




O dia passa como outro qualquer,
Perto das 19:40 h passo em frente à Igreja,
O sino já bateu,
Mas o rapaz lá está,
No mesmo banco,
Livro aberto,
E um violino ao lado.


Ecos musicais e literários...


Por Letícia Alves

domingo, 4 de setembro de 2011

A menina do colar de pérolas...



O dia amanheceu preguiçoso com os primeiros raios de sol, ainda tímidos, mas que teimavam em ultrapassar grossas nuvens brancas como a neve. Ainda pensava nas risadas, e nos passos pela cidade, descobrindo um novo caminhar e com novas pegadas.

Já era Setembro, mas tudo começou em Agosto, mês de várias emoções e que será assim a cada ano. E então aquele olhar curioso e brilhante da menina do colar de pérolas, mostrou que o tempo é paradoxal, assim como as palavras escritas.

Foi a bem pouco tempo que a Atitude do Pensar saltou dos porões da memória e deu asas a imaginação, cores distintas de um vermelho presente, estampadas em cada gesto. Sinto-me assim, em um novo caminho a percorrer, cheio de surpresas e intervenções dignas de uma tela de Portinari.

Setembro está lindo!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Setembro...

Setembro chegou...
Devagar...
Com nuvens e um tempo agradável. Novos ares, novas pessoas, diferentes sorrisos e um mundo pra sonhar.
Lembro-me quando pequena, não sabia a dimensão dos dias, do calendário. Hoje eu sei, mas prefiro viver minhas próprias estações.
E por falar em estação, logo uma nova estação virá: a Primavera.
Lindas flores, tempo bom, chuvas por aí, espero que o tempo mude...
Mesmo que o tempo não mude, eu mudei...
E estou feliz...feliz...
Que Setembro seja lindo!