segunda-feira, 31 de maio de 2010

Olhares & Pensamentos....



Ao olhar pela janela vislumbrou aquelas nuvens,
Algumas pesadas e outras tão límpidas,
Mistura de aquarela.

Reviu sentimentos, devaneios,
Uns cheios outros sempre pela metade.

Achou que havia amor,
Mas não,
Era apenas ilusão.
Coisas de um coração que tinha esperanças e mais uma vez não encontrou.

Os meses passaram,
Mas pareciam anos,
O amor que ela sentia,
Parecia feito para ela.
Na medida, sabe?
Nem mais nem menos, apenas exato.

Era tão exato,
Que foi exatamente às 20 horas o primeiro papo.
Em uma data quase exata 18/08/2009, apenas dois números ímpares,
Que para ela poderia se tornar um par.

Tudo foi crescendo de forma vertiginosa,
Deliciosa.

Mas no meio do caminho,
Um espinho,
Que feriu,
Dentro do ninho,
Aquele coração agora pequenino.

E por mais que passem,
Os meses,
Anos,
Nada será com dantes,
Naquele coração saltitante.


A vida segue a respirar,
Suspirar,
Chorar.

Ele se foi,
Sem adeus,
Sem conclusão.
Seria uma confusão?

E mais uma vez inacabado ficou,
Um amor que ela sonhou.

Por Tempestade

sábado, 29 de maio de 2010

A carta...


Escrevo-te estas mal traçadas linhas meu amor
Porque veio a saudade visitar meu coração

Espero que desculpes os meus erros por favor
Nas frases desta carta que é uma prova de afeição.

Talvez tu não a leias mas quem sabe até darás
Resposta imediata me chamando de "Meu Bem"
Porém o que me importa é confessar-te uma vez mais
Não sei amar na vida mais ninguém.

Tanto tempo faz, que li no teu olhar
A vida cor-de-rosa que eu sonhava
E guardo a impressão de que já vi passar
Um ano sem te ver, um ano sem te amar.

Ao me apaixonar por ti não reparei
Que tu tivesses só entusiasmo
E para terminar, amor assinarei
Do sempre, sempre teu...

Tanto tempo faz, que li no teu olhar
A vida cor-de-rosa que eu sonhava
E guardo a impressão de que já vi passar
Um ano sem te ver, um ano sem te amar.

Ao me apaixonar por ti não reparei
Que tu tivesses só entusiasmo
E para terminar, amor assinarei
Do sempre, sempre teu...


Escrevo-te estas mal traçadas linhas
Porque veio a saudade visitar meu coração.

Escrevo-te estas mal traçadas linhas
Porque veio a saudade visitar meu coração.

Escrevo-te estas mal traçadas linhas
Espero que desculpes os meus erros por favor
Meu amor, meu amor...

Legião Urbana

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Vencendo etapas...


A vida é cheia de ciclos, etapas, começos, recomeços e assim vamos indo pela estrada que temos em nossa frente. Alguns atalhos, pedras, chuvas e obstáculos surgem no meio da nossa caminhada para nos fazer desistir. Mas se somos perseverantes, essas adversidades servem sempre como impulso para seguirmos em frente e jamais nos prostrarmos diante de um problema.
Em Julho de 2007, após três tentativas de ingresso no mestrado, eu finalmente entrei para o curso naquele ano, após um recurso que foi pleiteado por alguns candidatos que se sentiram lesados no referido processo.
Aulas e mais aulas, leituras, orientações e des-orientações estavam presentes no meu caminho, desistir? Jamais! Eu sempre havia perseguido esse sonho e minha orientadora mesmo antes da minha entrada no curso sempre me dizia para não desistir.
E quando você passa em um curso de mestrado/doutorado, empresas não contratam você, e era a minha realidade, pois eu estava desempregada, já havia terminado o seguro desemprego e todas as minhas economias. Minha mãe como sempre me ajudou e muito no começo difícil, somente no oitavo mês dos 24 que compõe o mestrado é que finalmente comecei a receber bolsa de estudos.
Durante o mestrado eu adoeci seriamente por três vezes, mas nada me tirava a vontade de finalizar. Essa foto aí é de um dos muitos textos que li e fichei para escrever minha dissertação. Eu dormi poucas horas no dia, e produzia muito na madrugada, época essa que conversava bastante com a San.
Ao final, o sonho concretizado e coroado duplamente: no dia 13 de Novembro de 2009 fui nomeada no Diário Oficial para o concurso que havia feito na UFMG para bibliotecária, e no dia 01 de Dezembro do mesmo ano defendi o mestrado que foi aprovado com louvor.
Atualmente, estou trabalhando na UFMG e estudando para o doutorado, afinal, existem mais e mais etapas na vida.


Essa postagem faz parte da Blogagem Coletiva "Fotografe e conte a história" do blog "Espaço Aberto" e que vai do dia 27/05 a 31/05/10.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

O tempo da prata



Prata do Tempo da Letícia Wierzchowski é um daqueles livros memoráveis, uma história que vai te envolvendo a cada página, a cada frase, a cada construção narrativa. Não tinha lido nada da autora, mesmo quando foi badalada na época da minissérie "A casa das sete mulheres". Mas como a vida nos reserva surpresas, essa foi uma das últimas leituras que me trouxe uma surpresa sim, aliás, várias.

E a minha impressão após a leitura eu compartilho com vocês.

"Quando você termina a leitura de Prata do Tempo você tem a sensação que o mundo tinha parado durante a leitura. A imersão que Letícia Wierzchowski faz com os seus leitores é algo extremamente natural e intenso. Cada um se identificará com os diversos personagens desse romance belíssimo e triste. Desde a doce Alice até a enigmática Ariana e a tão sonhadora e romântica Laila. Terminei o livro com a sensação de aperto no peito, aquele aperto de emoção, do coração que saltitou com cada um dos acontecimentos narrados, com a alegria de cada personagem assim como através de cada alegria e vitória conquista."

O tempo sempre nos será um tesouro reluzente assim como a prata.

sábado, 22 de maio de 2010

6 coisas sobre mim...



A San me convidou para falar 6 coisas sobre mim.

Coisas que ninguém saiba ou que a maioria não sabe, então vamos lá:


1. Não gosto de melão e pepino

2. Adoro dormir

3. Sou excelente amiga e confidente

4. Sou perfeccionista

5. Chorona, choro até com quem está chorando

6. E ao mesmo tempo muito alegre, adoro gargalhar.


É para indicar mais 6 pessoas, mas vou deixar em aberto e aqueles que quiserem postar em seus blogs vai ser bacana ler mais sobre cada blogueiro.


segunda-feira, 10 de maio de 2010

Lembranças.....



Revirando o baú de lembranças,
Recordou o primeiro oi....
O primeiro e-mail.



O primeiro telefonema,
Todos os primeiros momentos.


Aquele coração que estava fechado,
Abriu-se,
Sorriu novamente,
Criou expectativas tão boas em relação à mudanças.


Mas depois de um tempo,
Tudo foi se tornando nebuloso,
Não era mais límpido e claro.
Conflituoso,
E então não foi mais possível,




A vida segue seu rumo,
Cheia de novidades,
Percursos inimagináveis.


Os ventos sopram pra outra direção.....

domingo, 9 de maio de 2010

Mãos.... Mãe....



Aquelas mãos que afagavam meus cabelos no berço para dormir,
São as mesmas que me ensinou as primeiras letras,
E que me acompanhou durante toda a minha jornada de estudos até recentemente no mestrado.

Hoje suas mãos não são tão fortes e como ela mesma disse uma vez, estão enrugadas com as marcas do tempo.

Mas para mim serão sempre as mesmas mãos que me afagaram, Me levantaram quando eu caí,

E me guiaram pelos melhores caminhos....

Por isso e por tudo que ela é pra mim é que digo:


Feliz Dia das Mães para a melhor mãe do mundo!

Te amo muitão!



quarta-feira, 5 de maio de 2010

Vôos...


Ela não tinha nenhuma vaidade.

De rosto sempre limpo e um sorriso aberto nos lábios era sim o seu dia-a-dia.

O tempo foi passando, e os anos romperam a aurora da vida, e o rosto daquela menina continuava limpo, sem maquiagens, sem máscaras. O sorriso às vezes sim, às vezes, coisas da vida.


A cada manhã, a cada outono, enfim, a cada estação quando ela se olhava no espelho via que o tempo estava se esvaindo e com ele levando todas as suas forças, desde aquela do sorriso aberto até a sua alma já cansada.

Foi quando em meio a tantos pensamentos, subitamente, um passarinho pousou em sua janela, e ficou ali, imóvel como se também contemplasse sua imagem no espelho.

Ela o olhou... olhou... olhou....

E percebeu o quão livre ele era, que podia pousar em cada janela, voar livremente e só tinha uma vaidade: podia abrir as asas e alçar vôos.

Então ela pensou: "Posso ser como ele, alçarei vôos e serei livre."

E foi assim que aquela menina sem nenhuma vaidade, hoje, tem uma: a sua liberdade para alçar novos vôos sempre.

Por Tempestade

domingo, 2 de maio de 2010

Sombras...



A sombra das mãos que escreviam aquela carta,
Ofuscava o brilho das palavras de outrora.
Palavras que saltavam aos olhos no ritmo
Dos batimentos cardíacos.

Batimentos acelerados,
Descompassados,
Elevados.

Agora a sombra daqueles dedos,
Ofuscam as palavras de despedida.

Despedida sem sentido,
Sem diálogo,
Uma despedida em um
Monólogo....


Por Tempestade