quarta-feira, 30 de abril de 2008

Buscas...encontros... desencontros....



Sempre estou em busca..... Je suis en train de chercher...
Quando vejo às vezes encontrei.... porque o coração bate mais forte, dá aquela sensação de borboletas no estômago...
O dia fica colorido e mais longo....
Mas no final dele há uma recompensa
Assim como dizem que há um pote de ouro no fim do arco-íris....

Mas em toda busca nem sempre há encontro....
Assim como em todo encontro pode haver desencontros....

E os desencontros são tão perversos...
Eles nos tiram da rota..
Nos deixam perdidos...
Nos trazem de volta à busca....

Estou em busca.....

terça-feira, 29 de abril de 2008

A Felicidade exige valentia...










"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."



Fernando Pessoa

domingo, 27 de abril de 2008

Egoísta?





Esses dias me peguei pensando... será que sou
egoísta?


Mas refletindo bem, não sou
não.


Querer dividir com alguém pra somar,
não é egoísmo
não.


Mas ser dividida
com alguém pra não somar, isso sim
é egoísmo.


Então prefiro estar sozinha pois dessa forma sei que não estou sendo egoísta,
mas é porque ainda não encontrei alguém pra dividir que no final vai
somar!



sexta-feira, 25 de abril de 2008

Sem palavras....


Depois de uns dias de ausência estou de volta...

Esse hiato não foi proposital, apenas aconteceu...

O que reflete meu estado de alma, um hiato por várias questões.

E para ilustrar esse momento, creio que um pequeno poema de Lya Luft na abertura do livro "O silêncio dos amantes" diz bastante sobre o não dizer. Eis...


Sem palavras


A vida inteira busquei

explicações e deciframentos:

encontrei silêncio e segredo,

às vezes o conforto de um ombro,

outras vezes dor.



No último lapso

de um tempo sem limites

-embora a gente o queira compor

em fragmentos - ,

abriram-se as águas

e entrei onde sempre estivera.

Tudo compreendido

e absolvido,

absorta eu me tornei

luz sem sombra:

assombro.


Lya Luft, in. O silêncio dos amantes, Ed.Record, 2008. p.9

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Museus......


Gente,


Hoje compartilhando uma experiência...

Estou maravilhada em participar de um evento sobre Museologia, cada museu que temos no Brasil mais lindo que o outro, e muito que não foram constituídos pois falta vontade política.

Dar acesso à cultura e informação não gera lucro direto, então o governo muitas vezes não investe.

Fiquei feliz por saber que o Museu do Louvre enfrenta problemas com relação à visitação. Sabiam que todo o mundo vai conhecer a Monalisa e não o Museu e suas várias exposições?

Sendo que o quadro é pequeno em relação a outras peças que dividem o mesmo espaço com ela?

Bem, fazendo propaganda do meu Estado (Minas Gerais), deixo um link para atraí-los a conhecer o Museu Histórico, mas também que desperte a curiosidade de visitar os Museus das suas regiões.


quarta-feira, 9 de abril de 2008

Hoje...


Hoje eu só queria ser frágil,
Hoje eu só queria um abraço,
Hoje eu só queria um descanso,
Hoje eu só queria proteção.

Porque hoje?
Porque hoje me sinto pequena,
Porque hoje me sinto solitária,
Porque hoje sinto dor.

E hoje queria ser feliz!


POEMA NÚMERO 7


Debruçado na tarde lanço a mais triste rede

aos teus olhos oceânicos.


Nela se estende e arde na mais alta fogueira

minha solidão que gira os braços como um náufrago.


Faço rubros sinais a teus olhos ausentes

que ondulam, como à beira de um farol, o oceano.


Guardas apenas trevas, fêmea longínqua e minha.

De teu olhar emerge às vezes o litoral do espanto.


Debruçado na tarde lanço a mais triste rede

a esse mar que sacode os teus olhos oceânicos.


Os pássaros noturnos bicam as primeiras estrelas

que cintilam como minha alma quando te amo.


A noite galopa em sua égua sombria

esparramando azuis espigas pelo campo.


(Pablo Neruda / “20 Poemas de Amor e uma Canção Desesperada”)

domingo, 6 de abril de 2008

Mãos dadas....


Por esses dias, me peguei pensando....

Engraçado... nunca andei de mãos dadas...claro que na época de criança sim, afinal nossa mãe sempre nos dava as mãos para atravessar a rua, para ir à escola, nos dando direção, sensação de segurança e amor maternal

Mas me peguei pensando sobre mãos dadas na fase adulta,

As mãos dadas que refletem outro tipo de amor, outro tipo de direção, outro tipo de segurança....

E realmente não andei de mãos dadas com o amor adulto, entre homem e mulher,

De mãos dadas para a direção de um sonho em comum...

De mãos dadas na segurança de não se perder no deserto....

Mas enfim, não houve mãos dadas no tempo presente, houve no passado pueril, mas há sempre esperança de mãos dadas de amizade, mãos dadas de alegria, mãos dadas com os sonhos....

Mãos dadas com a vida!

sexta-feira, 4 de abril de 2008

A eterna espera....



BILHETE DA OUSADA DONZELA


Jonathan,há nazistas desconfiados.

Põe aquela sua camisa que eu detesto- comprada no Bazar Marrocos -

e venha como se fosse pra consertar meu chuveiro.

Aproveita na terça que meu pai vai com minha mãe

visitar tia Quita no Lajeado.

Se mudarem de idéia, mando novo bilhete.

Venha sem guarda-chuva - mesmo se estiver chovendo -

Não agüento mais tio Emílio que sabe e finge não saber

que te namoro escondido e vive te pondo apelidos.

O que você disse outro dia na festa dos pecuaristas

até hoje soa igual música tocando no meu ouvido:

"Não paro de pensar em você."

Eu também, Natinho, nem um minuto.Na terça, às duas da tarde,

hora em que se o mundo acabar eu nem vejo.Com aflição,

Antônia



Adélia Prado

quinta-feira, 3 de abril de 2008

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Estranhando a si mesmo....


Ontem eu me sentia estranha...

Não sabia o que era, mas sentia um aperto no peito inexplicável.

Hoje o dia até o momento foi melhor sim!


E um amigo do tópico VC da comunidade O que você está lendo? deixou esse trecho e me disse que seria legal ler.


Trecho de Werther (Goethe)



Certamente que sim, pois sendo da nossa índole compararmo-nos a todas as coisas e comparar todas as coisas conosco, a nossa felicidade ou a nossa desdita dependem dos objetos desse confronto; de sorte que nada é mais perigoso para nós do que a solidão. Nossa imaginação, levada pela sua própria natureza a exaltar-se, e, ainda, excitada pelas figuras quiméricas que lhe oferece a poesia, dá corpo a uma escala de seres onde ocupamos sempre um lugar ínfimo. Tudo quanto se acha fora de nós parece mais belo, e todos os homens mais perfeitos do que nós. E isto é natural porque sentimos demasiado as nossas imperfeições e os outros sempre parecem possuir precisamente aquilo que nos falta. Em conseqüência, nós lhes acrescentamos tudo quanto está em nós mesmos e, para coroar a obra, concedemos-lhes também certa facilidade miraculosa que exclui toda idéia de esforço. E eis esse bem-aventurado mortal convertido num conjunto de perfeições por nós mesmos criadas. Ao contrário, quando perseveramos em nossos próprios esforços, apesar da nossa fraqueza e dificuldades, progredimos mais lentamente na porfia onde outros empregam a vela e o remo... Em suma, a gente sente o que vale quando alcança os outros na reta, ou mesmo os ultrapassa.


Vi que realmente é isso que sinto.....

terça-feira, 1 de abril de 2008

Sobre o tempo.....


Tempo
"A mim que desde a infância venho vindo
como se o meu destino
fosse o exato destino de uma estrela
apelam incríveis coisas:
pintar as unhas, descobrir a nuca,
piscar os olhos, beber.
Tomo o nome de Deus num vão.
Descobri que a seu tempo
vão me chorar e esquecer.
Vinte anos mais vinte é o que tenho,
mulher ocidental que se fosse homem
amaria chamar-se Eliud Jonathan.
Neste exato momento do dia vinte de julho
de mil novecentos e setenta e seis,
o céu é bruma, está frio, estou feia,
acabo de receber um beijo pelo correio.
Quarenta anos: não quero faca nem queijo. Quero a fome."
Adélia Prado